Se existe um pré-requisito para ser avó, é ser sensível. Este sentimento não é para qualquer pessoa. Tem que ter jeito para, e tem gente que não tem, nem adianta tentar. Soa falso, desconexo. Sentimento que não é sentido fica fora de contexto.

Para ser avó tem que ter disposição e estar disponível. Disponibilidade de braços, de pernas e de colo. De mãos “fazedeiras” de coisas gostosas e bonitas. De colo quentinho e de pernas para correr atrás do prejuízo do neto. Seja o que for, até doce de Cosme e Damião.

Não se trata de algo servil, no chão, feito tapete. É cumplicidade, mais que o estar junto, é o “tamos aqui”. Um sentimento que rola gratuito. E que, simplesmente, acontece. Não é obrigação.

Tem coisa que só a avó sabe, porque tem experiência de vida. A avó sabe arrumar o cabelo da neta. Sabe dar laço e fazer embrulho de presente. Sabe fazer suco, sopa, bolo, biscoito e mingauzinho. Sabe contar histórias. Sabe um monte de brincadeiras divertidas. Conhece nomes engraçados.

E tem outras coisas que ela não sabe e que não quer saber, porque isso já não lhe pertence mais…

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