Olá pessoal! Sou a Elizângela (ou Eliz), esposa do Rodrigo Rossoni, que é colunista aqui do blog Carinho a Cada Passo e fala sobre a rotina de ser um “pai embarcado”, já que ele passa duas semanas numa plataforma de petróleo a trabalho por mês. Temos duas filhas e eu também fui convidada a dar o meu ponto de vista sobre nossa experiência.

Em um dos seus textos, meu marido fala sobre como sou a “protagonista” nessa história de criação de nossas filhas, já que eventualmente estou sozinha em casa com elas. Mas digo que seria muito difícil assumir essa função se a “presença” do pai não fosse tão importante, mesmo quando ele não está em casa fisicamente.

Isso porque aqui em casa é assim: apesar do meu marido ficar em alto mar durante 15 dias, ele está sempre presente. Liga todos os dias, manda mensagens, recebe fotos das filhas e, assim, participa de tudo que acontece por aqui.

Ainda assim, não é nada fácil a rotina nesses 15 dias em que ele está fora, pois o Rodrigo é muito participativo quando está em casa, e sinto muito a sua falta, da sua ajuda às vezes, e chego a ficar esgotada emocionalmente em alguns dias.

É complicado ver minha filha mais velha, a Luiza, chorar com saudade do pai e a mais nova, Lavínia, dizer que o “papai sumiu”. Lidar com isso exige além de paciência, muito amor, pois tenho que responder quase todos os dias quantos dias faltam para o papai chegar, ou explicar porque o papai não aparece, ou porque não vai estar no dia dos pais por exemplo.

Ser “a protagonista” pra mim, muitas vezes me fez errar mais também. Isso porque tinha a sensação de que todos os afazeres de casa e os cuidados com as minhas filhas era a minha obrigação exclusiva. Às vezes ainda não consigo evitar o pensamento de que parei de trabalhar fora e não posso transferir para meu marido alguma tarefa doméstica que, na minha cabeça, é o meu papel. Muitas vezes me senti inútil por não poder ajudar financeiramente, outras vezes me senti sobrecarregada por não pedir ajuda ao meu marido porque era ele quem tinha que trabalhar para nosso sustento.

Com o tempo, fui percebendo que até mesmo as mulheres que não trabalham fora devem cuidar de suas casas e filhos com a participação do marido, que tem que assumir o papel importante que lhes cabe nessas tarefas. Graças a Deus, Rodrigo me ajudou a perceber que poderia contar com ele, e me fez entender que tudo que faço em casa é tão importante quanto o trabalho dele.

Hoje não me arrependo de ter trocado meu trabalho em um hospital para me dedicar totalmente a minha casa e as minhas filhas. Essa nossa rotina de vai e vem do papai já dura mais de 10 anos e, graças a Deus, tenho um companheiro que me apoia e me auxilia mesmo de longe. As meninas também estão felizes, sinal de que tudo vai indo num bom caminho.

Comments
  • Jucélua Rossoni

    Bom dia, amados!
    Nossos Parabéns à Eliz e Rodrigo!
    Sou testemunha ocular de uma, não, digo, duas vida bem centradas e comprometidas no investimento presente e futuro de suas duas lindas e saudáveis filhas: Luíza e Lavínia

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