Cada vez que vou viajar para estar com minha neta é um evento. A ansiedade me consome, e aí não durmo. Fico agitadíssima, pilhada mesmo. Nem eu mesma me suporto, de tanta ansiedade. Viajando de avião, vou estar no aeroporto quase duas horas antes. Afinal, “missa se espera na igreja”, já dizia a minha mãe. E se for de carro, tenho que ir dormindo, para não sentir o tempo da viagem.

Gosto de chegar de repente, de senti-la no impacto da surpresa. Gosto de percebê-la emocionada: olhinhos brilhantes, faces ruborizadas e voz excitada. Gosto daquele olhar de mangá, daquele sorriso gostoso e, sobretudo daquele delicioso: -Vovó! Vovó! Gritado e intenso que me enche de alegria.

Gosto de chegar e ficar do tamanho dela, de retê-la em meus braços, tentando acalmar a saudade que tanto me maltrata e sufoca. Gosto de cobri-la de beijos e de dizer que a amo muito. Gosto de sentir e perceber o quanto cresceu.

Gosto de nossas brincadeiras e dos nossos intermináveis papos. E para ter acesso a este convívio, faço o possível acontecer para que os nossos encontros sejam sempre repletos de muita emoção.

O que eu quero, é que a minha neta tenha guardado na lembrança que chegada da vovó foi sempre uma festa!

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