Aquele momento em que você fica em dúvida entre o apresentar as novidades do mundo moderno aos bebês ou evitar ao máximo que eles fiquem ‘viciados’ como nós.

Desde os seus primeiros meses, a tecnologia está presente na vida da minha filha Beatriz, que completará 4 anos em breve. Ela já nasceu clicada por câmera e celulares, e, desde bebezinha, era embalada com musiquinhas no MP3 Player que comprei para deixá-la mais calminha.

Os meses foram passando e, aos poucos, outros itens modernos foram se incorporando à vida dela, direta ou indiretamente. Se ela ficava muito feliz ao ouvir “Beatles for babies” ou Galinha Pintadinha, imagina quando seus olhinhos conseguiram identificar pela primeira vez esses e outros personagens na televisão!

Confesso que, antes de seu nascimento, fiz a promessa de não incentivá-la a ficar horas em frente à TV, mas quando você é autônoma (eu era empresária na época) e depende de outras pessoas ou até mesmo de outros recursos para conseguir desempenhar seu papel de profissional também, lancei mão da telinha para me ajudar: Palavra Cantada, Turma da Mônica, filmes Disney e canais pagos estão no repertório que entra em cena até hoje.

Ela se divertia e distraía, sempre mesclando momentos em frente à TV com brincadeiras com bonecos, bolas, chocalhos, brinquedos sensoriais e livros de histórias infantis. Estava indo tudo muito bem até o momento em que ela descobriu meu celular. Pronto, estava feito (ou não) o estrago!

Aplicativos próprios para bebês, YouTube e Netflix encheram (e enchem) os olhinhos de amêndoa da Bibia. Em pouco tempo, ela já sabia como abrir os programas e, claro, pesquisar quais desenhos e filmes assistir.

No início, achei fantástica a capacidade que ela teve de, em tão pouco tempo, saber fazer coisas que nem eu sabia no meu smartphone. Mas a alegria caminhou rapidamente para a preocupação, afinal, o YouTube está recheado de conteúdos impróprios para uma criança. Sem contar que meu celular não é nenhum brinquedo. Foi então que, no ano passado, tive a “brilhante” ideia de comprar um tablet para ela de presente de Dia das Crianças. Consegui liberar meu celular, porém, se deixar, ela fica o dia inteiro na frente da telinha de 7 polegadas.

Contei toda essa história para levantar a bola e jogá-la para vocês, e dizer que as novas tecnologias estão aí, fazem parte do nosso dia a dia e não adianta que não vamos – e nem devemos, no meu entendimento – impedir nossos pimpolhos de crescerem diante de tanta novidade, afinal, assim como as fitas cassete e os walkmans e videogames fizeram parte da nossa geração (e nossos pais torciam o nariz para isso), o mundo virtual já faz parte da vida deles.

E se isso é um grande desafio para nós enquanto adultos, que também não sabemos ao certo quanto tempo gastar navegando pelas timelines da vida, ou o que postar, é muito mais para quem já tem filhos e para as próprias crianças.

Os perigos existem, os conteúdos impróprios também.
Cabe a nós orientá-los e acompanhar o tipo de material que as crianças estão consumindo, com quem estão interagindo e quanto tempo estão passando na internet. A partir de hoje, vou dividir com vocês aqui no Carinho a Cada Passo minha experiência como profissional da área de novas mídias e como mãe de uma “nativa digital”.

Até a próxima!

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