O meu olhar sobre as coisas do mundo na maioria das vezes se manifesta cansado, muito cansado. Sobre alguns assuntos é de quase descrédito, desesperança. Talvez pelo que já vi e vivi, porque tenho a exata certeza de que aquilo não vai dar certo. E que fique bem claro que não se trata de negativismo, mas a constatação da realidade. Contudo, há coisas que ainda quero aprender, nada tão radical quanto saltar de paraquedas. Talvez, fazer rafting em corredeiras suaves. Com certeza, quero ter uma posição coerente sobre assuntos referentes à Psicologia Infantil.

Gosto de olhar a vida de frente, de buscar resolver problemas, de estar aberta a desafios, e se há uma coisa que me “embasbaca”, que me incomoda e me que coloca no modo “vodrasta” é a teimosia infantil. Não gosto, não tolero e não curto.

Sei que não é fácil dizer “não” a uma criança, sobretudo se ela for a sua única neta, morar distante e ter pouco contato físico. Todavia, toda criança precisa de limites, sem eles não existe crescimento sadio.

Em determinados momentos, para a Valentina, o “não” simplesmente não existe. E aí é preciso toda uma gama de argumentações e contra-argumentações que acaba com a paciência de qualquer monge tibetano. Ela chora, faz birra, esperneia e cria uma cena. É como diz o Safadão: “A Globo está te perdendo!”

O exercício da autoridade é dever de casa diário de pais e avós. O que vai exigir muita paciência, tolerância, segurança, objetividade, clareza, firmeza e, sobretudo, perseverança. Trata-se de uma tarefa difícil e desgastante, mas imprescindível. Se o que está sendo feito não está surtindo o resultado desejado é hora de se rever atitudes e comportamentos. É hora de autoavaliação. Nesse sentido, pais e avós precisam caminhar na mesma direção. Precisam falar a mesma linguagem, ter as mesmas posições, ou corre-se um grande risco.

A teimosia é a reação a uma insatisfação infantil, relacionada a uma frustração, aos limites que precisam ser estabelecidos. Exercer a autoridade não gera traumas, o que gera trauma é o autoritarismo. Exercer a autoridade gera uma pessoa educada. Afinal, a educação vem de berço.

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