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Uma história de sucesso desde os seus primeiros passos
Uma justa homenagem ao empreendedor José Tavares de Brito que, ao lado da esposa Nilza, imprimiu a marca Pimpolho em nossos corações.
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Em 25 de dezembro de 1924 nasceu José Tavares de Brito, em Tábua, município de Sinde, região de Coimbra – Portugal. Ele foi criado em uma Quinta e cursou primário e secundário na escola pública de Sinde. Depois foi para Coimbra e entrou para a faculdade onde iniciou o curso de engenharia.
Antônio Manoel Tavares de Brito, Maria Helena Tavares de Brito Amaral e José Tavares de Brito, em Coimbra, Portugal
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Aos 22 anos, o espírito desbravador do verdadeiro português bateu forte e José decidiu ir para o Brasil rumo ao Rio de Janeiro. Sob o olhar do Cristo Redentor, a cidade maravilhosa recebeu José de braços abertos, em outubro de 1947.
José e amigos, na época da faculdade
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Em 24 de maio de 1929 nasceu Nilza Vieira de Azevedo em Rosário do Catete, Sergipe. Tinha 14 irmãos e era a caçula da família. Para formar o caráter ela se espelhou no pai, uma figura trabalhadora e séria que, antes de assumir a fazenda da família, trabalhou como telegrafista em São Paulo.
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Em 1947, dona Nilza seguiu com o irmão médico para o Rio de Janeiro e prestou vestibular. Iniciou o curso de odontologia em 1948, na Universidade Federal do Rio de Janeiro. O irmão mais velho, que era militar, conseguiu um emprego onde pudesse ela conciliar os estudos, na secretaria do Clube Militar.
Dona Nilza no seu primeiro emprego, na Secretaria do Clube Militar
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Seu José e dona Nilza se conheceram em uma festinha do bairro. Moravam bem perto um do outro, na Tijuca. O namoro engatou e apesar da resistência do pai de Nilza, eles se casaram e foram morar em uma pensão na Avenida Oswaldo Cruz, em Botafogo.
Dona Nilza e Sr. José
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Exímio comerciante, José assumiu a representação de uma das empresas das Indústrias Reunidas Fábricas Matarazzo (IRFM) no Espírito Santo e viajava muito. Seu José exibia em sua mala de caixeiro-viajante uma gama de tecidos muito bons e finos. O casal montou um pequeno negócio na garagem de casa. Para ficar mais perto da esposa, seu José deixou de representar a Matarazzo e abriu um atacado, cuja razão social era N.A Brito. No início, a fabricação acontecia nos fundos de uma casa alugada na Rua Dr. Freitas Lima, número 44, no centro de Vila Velha, Espírito Santo
O casal em frente à primeira fábrica onde tudo começou
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Dentre os produtos, vendiam shorts, meias, cuecas masculinas e sapatinhos de nylon. O que mais se destacava era um sapatinho para bebês, feito em espuma nas cores branca, rosa e azul.
Um dos primeiros sapatinhos confeccionados e uma das primeiras embalagens da Pimpolho
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Dona Nilza e Sr. José tiveram quatro filhos. Ainda crianças, eles sempre colaboraram com os pais em tarefas individuais e pequenas responsabilidades.
Sr. José com Antônio, Nelson, Valter Escuza, um amigo da família, e Cecília
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Dona Nilza lia muitos livros infantis para os filhos dormirem e um deles era a fábula dos Três Porquinhos. “Na edição que eu tinha em casa, os três porquinhos eram chamados de pimpolhos também, como se eles fossem crianças. Quando montamos a fábrica lembrei-me do nome Pimpolho. Depois fui ver no dicionário para ter certeza e pimpolho era galho de videira e criança pequena. Foi assim que eu quis colocar Pimpolho, que é o nome até hoje”, conta dona Nilza.
Evolução da marca
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Este foi o primeiro passo da Pimpolho. Daí por diante, a pequena fábrica instalada na garagem começou a fazer sapatinhos com muita luta e sem dinheiro. Em pouco tempo o espaço ficou pequeno e foi necessário dobrar o tamanho da garagem
Bairro Glória, na década de 1960, onde seria instalada a sede da Pimpolho
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Em meados de 1978, a Pimpolho se transferiu para o local atual, à rua Valdivino Vieira, 153, bairro Glória, em Vila Velha no Espírito Santo. Um feliz sinal de que os negócios caminhavam a passos largos.
Sede construída na década de 1970
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Os anos seguintes foram marcados pela abrangência da marca, um crescente aumento das vendas e também dos investimentos. A Pimpolho já circulava em algumas capitais do país e entre 1987 e 1988 participou de sua primeira feira, a FENIT. Em 1993, começou a fazer importação de produtos infantis e calçados e o passo seguinte foi uma corajosa viagem para a China.
Propaganda da Pimpolho da década de 1970; entrega do certificado da Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo
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No mesmo período, em 1992, seu José foi diagnosticado com câncer. A família chegou a buscar tratamento fora do país, mas a recuperação não foi possível e a doença se agravou. Seu José foi internado em São Paulo e faleceu em cinco de junho de 1995
Sr. José faleceu em cinco de junho de 1995, vítima de câncer
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Em meados de 2002 e 2003 a Pimpolho se desenvolveu bastante na área internacional de produtos infantis. Nesse momento, a marca passou a ser identificada como produto infantil, ampliando a visão inicial de atuação exclusiva em calçados infantis.
Pimpolho Produtos Infantis Ltda, distribuidora do segmento de meias, acessórios e brinquedos
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Atualmente, o Grupo Econômico Pimpolho é subdivido em quatro empresas. O grupo gera cerca de 700 empregos diretos, já os indiretos passam de mil pessoas.
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A satisfação do dever cumprido e o orgulho pela trajetória de vida fazem dona Nilza expressar com emoção o que é a Pimpolho. “Ela é meu coração que pulsa no peito e bate mais forte quando um sapatinho cria vida nos pés de uma criança. Estou muito contente que a nossa firma tenha chegado a isto tudo. Para José, a Pimpolho era tudo. Ele lutava pela Pimpolho, sua segunda família. Seu DNA ainda permanece entre nós.”
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Nossos sapatinhos ao longo desses 51 anos
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Evolução dos mascotes já utilizados na empresa
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Anúncios Pimpolho
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Variadas caixinhas de sapatos nesses 51 anos