Maternidade: A tão falada (e polêmica) “cama compartilhada”

    Cama compartilhada: O que você pensa sobre isso? Nossa colunista Camila Lewer veio contar qual foi sua experiência dividindo a cama com a pequena Anita. Vem ver!

    Logo que engravidei – como uma boa jornalista curiosa -, desandei a pesquisar e ler tudo a respeito deste novo mundo. Entrei em grupos de mães no Facebook e lia opiniões, artigos, livros e logo, logo, já tinha formado em minha cabeça o que era ou não certo na criação da minha filha.

    A cama compartilhada, por exemplo, era algo em que eu nem de longe sonhava (e que assunto polêmico!). O berço já estava montado ao lado da minha cama e para mim, meu bebê e eu dormiríamos muito melhores cada um no seu cantinho. Imagina só que ideeeia colocá-la para dormir junto de mim? Não mesmo! Maaas, quando a Anita nasceu, tudo mudou…

    Logo nos primeiros dias ela dormia no carrinho e eu, com ele grudadinho ao lado da minha cama. Quando ela completou oito dias fui terminar meu resguardo na casa de meus pais e ficamos só eu e ela… Nunca mais nos separamos na hora de dormir.
    Reparei que ela dormia muito melhor comigo, e eu, me sentia mais segura de tê-la ao alcance de meus olhos e braços. Fora que a rotina de acordar, colocar pra mamar, trocar fralda e por aí vai, fica muuuito mais fácil se você faz tudo isso sem precisar levantar da cama.

    É claro que o medo de dormir com o meu bebê no mesmo lugar sempre me assombrou. Inicialmente eu a colocava em um ninhozinho, com os pé virados para o meu peito. Foi assim até os 5 meses, quando o espaço ficou pequeno e ela já tinha aprendido a rolar da redoma que eu tinha preparado. Depois disso, troquei ele por um travesseiro anti-refluxo e ela passou a dormir ao meu lado na cama de casal.

    Mesmo “maiorzinha”, o cuidado passou a ser redobrado! Tenho o sono leve, mas aquele cobertor gostoso e felpudo que eu sempre amei foi deixado de lado. O máximo que hoje uso em dias mais frios é uma manta bem fininha. A cama também foi encostada na parede para evitar o risco de queda e rolos de tecido foram aderidos para dar mais segurança.

    Muito se fala (e se debate) sobre os perigos/benefícios da cama compartilhada. Por sermos só eu e ela, esse método funcionou, mas se você divide a cama com o seu companheiro(a), o cuidado precisa ser redobrado; os riscos de sufocamento existem, e é claro, a rotina do casal que muda totalmente com a chegada do bebê, fica ainda mais diferente com o pimpolho dormindo na mesma cama.

    Enquanto algumas pesquisas debatem os perigos físicos que o método pode ter, outras firmam que a cama compartilhada ajuda a criar crianças mais tranquilas, seguras e estáveis emocionalmente… Mas, no final das contas, o que vale é o bom senso dos pais. E é claro: cada criança é única! Enquanto alguns bebês ficam superbem dormindo em seu próprio quarto desde que nascem, outros se sentem melhores pertinho dos pais. Cada mãe sabe exatamente a melhor maneira de cuidar do seu filhote. A minha maneira foi assim 🙂

    Hoje Anita já está um pouco maior e dormimos agarradinhas! Que delícia é, durante a madrugada, senti-la me procurando na cama para um aconchego! E acordar de conchinha então com o seu bebê? Aaaaah, essa sensação não tem preço!

    Dormimos praticamente a noite toda abraçadas e quando ela acorda para mamar, o processo é bem mais tranquilo. E melhor do que dormir, é acordar com o sorriso bangela mais lindo ao seu lado!

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