Especialistas afirmam que a atividade deve ser encarada como um momento lúdico e de interação entre pais e filhos

Para iniciar uma rotina saudável não é necessário possuir uma idade mínima. Pelo contrário, quanto antes ocorrer o incentivo, melhor. Diante disto, muitos pais têm buscado por atividades físicas para seus filhos, mesmo ainda bebês, e a natação tem surgido como uma boa alternativa.

O vice-presidente da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS), Marcelo Pavese Porto, afirma que a iniciativa é válida e pode ocorrer entre os quatro e seis meses de vida do bebê, mas sem exageros.

“É importante incentivar a criança a ter uma cultura de exercícios físicos desde cedo. Porém, estes esportes devem ser encarados como uma atividade lúdica e um momento de interação entre pais e filhos”, explica Porto.

Entre os benefícios citados pelo pediatra, estão a noção de espaço e corpo dentro da água, o envolvimento de diversos músculos durante os exercícios, melhoria no sistema respiratório e desenvolvimento da coordenação. Outra observação feita por Porto é de que não se deve levar a prática do exercício para o aspecto de competição.

“A competição exige uma rotina de exercícios mais intensos e acarreta em muita responsabilidade para a criança. Por isto, vale destacar que também deve ser reservado um tempo para brincar na água”, reforça o pediatra.

Cuidados

Ao procurar uma academia, alguns fatores devem ser levados em conta para garantir segurança e satisfação. O especialista sugere que os pais analisem a estrutura do estabelecimento e o histórico da pessoa responsável pelas aulas.

Ele destaca que é importante observar se há um vestiário específico para crianças, o que seria mais indicado. Também, que seja verificada a quantidade de cloro utilizada na piscina, pois o uso do produto em excesso pode gerar problemas respiratórios. Além disso, o pediatra indica que seja verificada de que forma ocorre a passagem da piscina para o vestiário.

Outro alerta feito por ele se refere à falsa sensação de segurança que a natação oferece. Ele afirma que embora a criança aprenda desde cedo a nadar, “o fato não deve ser encarado como uma prevenção ao afogamento, sendo necessárias as medidas de segurança e proteção em piscinas nas residências, por exemplo”.

Fonte: Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS)

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