Que o refrigerante não faz bem a saúde não é nenhuma novidade. Tanto, que muitas mães fazem o maior esforço para evitar que os filhos tenham contato com a bebida, especialmente dentro de casa. Mas como controlar esse consumo nas escolas, local onde as crianças passam pelo menos metade do dia?

Algumas instituições já proibiram a venda de refrigerantes nas suas cantinas, mas uma notícia essa semana veio dar um alívio a muitos pais preocupados com a saúde dos seus pimpolhos: as maiores empresas do Brasil mudaram sua política e deixarão de vender seus produtos a escolas para crianças de até 12, admitindo que nessa idade, elas ‘não têm maturidade’ para tomar decisões de consumo.

Por isso, a partir de agosto, as fabricantes deixarão de vender refrigerantes diretamente às cantinas de escolas “para crianças de até 12 anos (ou com maioria de crianças com essa idade)”. Assim, vão vender “apenas água mineral, suco com 100% de fruta, água de coco e bebidas lácteas que atendam a critérios nutricionais específicos”.

Uma ação que vem atender uma recomendação da Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas não Alcoólicas (Abir), que orientou as indústrias a suspenderem a propaganda de seus produtos voltados para crianças até 12 anos, “seguindo uma tendência mundial“. (Leia o conjunto completo das ações no G1)

Perigos à saúde

Já alertamos aqui no blog sobre os perigos de oferecer refrigerante desde cedo aos bebês.

De acordo com médica do Comitê de Nutrologia da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul, Cláudia Hallal Gazal, toda oferta de líquidos nas refeições deve ser controlada, principalmente os sucos adoçados e os refrigerantes, que distendem o estômago. “O aumento da ingestão de refrigerantes, entre outras coisas, está associado à diminuição do consumo de leite. Sendo que o leite é a principal fonte de cálcio para as crianças pequenas, além de ser melhor absorvido”, salienta.

Uma pesquisa mostrou que 50% dos brasileiros com menos de 12 meses já experimentaram refrigerante, o que deixou os pediatras preocupados com as atitudes que levam os adultos a oferecerem a bebida aos pequenos.

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