Os laços entre a mãe e seu bebê

    Prezados leitores e leitoras, olá!

    Meu nome é Talita Espíndula, sou psicóloga e estarei aqui para falar sobre alguns temas que surgem ao longo do crescimento de um pimpolho. Quando fui convidada a escrever para vocês, aceitei imediatamente por falar sobre aquilo que acredito ser “a minha praia”. Sem saber muito por onde começar, pensei: por que não pelo começo?

    O tema que trago hoje fala essencialmente da relação primordial e fundamental entre a mãe e o seu bebê em seus primeiros meses de vida. Será que neste departamento podemos ensinar alguma coisa?

    Baseado em minha experiência clínica e nos autores que busco me espelhar em meu trabalho, costumo dizer que neste campo temos sempre mais o que aprender do que de fato a ensinar. A relação entre mãe e bebê nunca poderá ser ensinada nos livros, no que diz respeito ao laço que une esta relação nas primeiras semanas e meses onde o bebê depende quase que exclusivamente de sua mãe.

    O que tenho para conforta-las é que não existe um manual a ser seguido, e obviamente em consequência, também não existe certo e errado. O saber da ciência, dos médicos, psicólogos e outros profissionais da área da saúde são de grande valia, principalmente se algo sai do esperado, pois eles sim podem nos orientar no que diz respeito às necessidades biológicas de um bebê em maturação, e isso precisa ser considerado e profundamente respeitado.

    A verdade é que existem todos os tipos de mãe e é certo que umas se sairão melhor que outras em determinadas áreas, baseado também na experiência que tiveram enquanto bebês com suas mães – por isso, proponho neste primeiro contato que utilizem esta coluna apenas como um norteador de certas questões que aqui serão levantadas, mas confiem sempre naquilo que lhes é natural em relação ao seu pimpolho, e em casos aonde algo não vai bem, procure um profissional capacitado, pois nem tudo podemos resolver sozinhas.

    Resumindo, deixo como dica que o importante é preservar sempre uma relação sadia, passando segurança para seu bebê, tendo tempo para se dedicar a ele e proporcionando estímulos, como conversas, carinhos e atenção.  Assim a relação se tornará confortável para ambos e certamente esse será o início de uma linda relação com seu filho.

    Um forte abraço e até a próxima.

    *Talita Espíndula Passos Costa Medeiros é psicóloga e sócia da “Imagine – Clínica de Especialidades da Criança e do Jovem”, tendo realizado diversos cursos relacionados às mães, pais, bebês, crianças e jovens, e atualmente cursando Especialização em Clínica com Crianças pela PUC-Rio.