Amamentação: vale mais que o espinafre do Popeye

    Quando o bebê ainda é pequenininho, não tem coisa melhor e mais necessária para a sua alimentação que o leite materno. É o primeiro passo para um crescimento forte e saudável!

    Você sabia que amamentar o pimpolho por mais tempo pode torná-lo um adulto muito mais inteligente? Além de ser uma atitude de amor necessária à saúde do bebê, ela pode render um bom QI e, consequentemente, melhores desempenhos na escola e no trabalho no futuro

    Não restam dúvidas de que a amamentação traz inúmeros benefícios para o bebê e é tão importante quanto o espinafre era para o fictício personagem do Popeye. Mas além de deixá-lo mais forte, saudável e preparado para os desafios do crescimento, o leite materno pode influenciar diretamente na capacidade intelectual dos pequenos.

    É o que diz um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas, no Sul do Brasil. Um dos autores, Bernardo Horta, acredita que o leite do seio oferece vantagens sobre a velha e boa mamadeira, por ser uma fonte de substâncias chamadas ácidos graxos saturados de cadeia longa, que são essenciais para o desenvolvimento do cérebro do neném.

    Assim, mamães que dão de mamar por um período prolongado podem estar, sem saber, investindo no futuro profissional dos pimpolhos. “Estudos mostram que bebês amamentados por mais tempo têm melhor desempenho em testes de QI (Quociente de Inteligência) na idade adulta. Consequentemente, o rendimento escolar será maior, logo, ele poderá atingir melhores empregos e maior renda”, explica Bernardo Horta.

    É claro que o futuro bem sucedido depende de inúmeros fatores que acompanham o crescimento do pequeno, mas a pesquisa reforça a dica para as mamães: se possível, priorize o leite materno nos primeiros seis meses, pois ele beneficia a vida do bebê. “Ele melhora a saúde dos pequenos de um modo geral, reduzindo doenças crônicas e protegendo até mesmo contra o diabetes. Os que mamam mais tempo no seio materno são menos doentes e, portanto, mais produtivos, podendo assim, realmente ter rendimentos futuros maiores”, destaca a pediatra Cristiane Kopacek, membro do Comitê de Endocrinologia da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul.