Aprenda a estimular a inteligência do seu filho

    Hoje a escola corresponde apenas a uma pequena parte da rotina das crianças. Há aulas de inglês, informática, teatro, esportes e música. Mas é possível, na prática, estimular a inteligência dos filhos?

    Hoje a escola corresponde apenas a uma pequena parte da rotina das crianças. Há aulas de inglês, informática, teatro, esportes e música. Mas é possível, na prática, estimular a inteligência dos filhos? Pesquisas dizem que sim. Estudo publicado na revista Psychological Science mostra que a formação musical pode melhorar em 90% a inteligência de crianças entre 4 e 6 anos, estimulando vocabulário, tempo de reação e precisão.

    De acordo com a educadora Andrea Ramal, autora do livro “Depende de você: Como fazer de seu filho uma história de sucesso” (Editora GEN, R$ 29, 222 páginas), “cursos extracurriculares são muito importantes para o desenvolvimento do intelecto infantil, mas é preciso saber dosar. Essas atividades não devem consumir todo o dia da criança, já que ela pode ficar cansada ou até mesmo sem tempo para o estudo”.

    Quanto maior o envolvimento dos pais, maiores as notas

    Andrea explica que acompanhar os estudos dos filhos é fundamental para que ele seja um bom aluno. “Em países que se mantêm no topo da educação mundial, como Finlândia e Coreia do Sul, existe forte orientação das escolas para que os pais acompanhem o desenvolvimento educacional dos filhos. Estudos mostram que quanto mais os pais se envolvem, melhores serão as notas”.

    A educadora explica que, até os 6 anos, as brincadeiras têm tudo que os filhos precisam para o desenvolvimento psicomotor, mas é preciso estimular a sede por conhecimento desde cedo. “Pergunte como seu filho foi na escola, se aprendeu algo novo. Pais devem mostrar que valorizam o estudo e têm interesse pela vida educacional da criança”. A partir dos 6 anos, Andrea recomenda que os pais organizem o horário de estudo das crianças, reservando de 1 a 2 horas diárias para o conteúdo ensinado em sala de aula.

    Para não atrapalhar os estudos, tempo na internet deve ser negociado

    Além da escola e de atividades extracurriculares, a rotina infantil também inclui horas em frente à TV e ao computador. Estudo realizado pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI) com crianças de 5 a 9 anos mostrou que 21% dos pais não controla nem restringe o uso da internet pelos filhos. A pesquisa também apontou que 90% das crianças entrevistadas utilizam a rede para acessar jogos online. A educadora Andrea Ramal diz que o ideal não é proibir, mas negociar.

    “Uma rotina saudável deve incluir estudos, esportes e atividades ao ar livre. Para não prejudicar o desenvolvimento intelectual dos filhos, os pais devem determinar quanto tempo por dia as crianças podem ver TV ou navegar na internet, além de acompanhar o conteúdo que eles absorvem. Se as notas caírem, esse tempo deve ser renegociado”, diz a educadora.

    Pais não devem proibir tudo, mas é preciso estabelecer limites

    Andrea lembra que os extremos devem ser evitados, mas é preciso impor limites. “Crianças e adolescentes precisam aprender a se autogerenciar para que se tornem adultos saudáveis e inteligentes. Nada melhor do que uma boa conversa para determinar o que é permitido, estimulando a proatividade dos filhos”, finaliza Andrea.

    FONTE: GNT

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