Aprender nunca é demais

    Passadas as férias de julho é hora de planejar o segundo semestre dos pequenos. Cursos extracurriculares são uma boa pedida para se incorporar no dia-a-dia das crianças após essa pausa sem tarefas de casa.

    Li em uma matéria da Revista Crescer e isso me motivou ainda mais a escrever sobre o tema. Essa matéria falava sobre um estudo feito na Kent State University, nos Estados Unidos, que analisou 1.354 crianças desde o nascimento até os 15 anos e concluiu que aquelas compromissadas com outros tipos de atividades têm um melhor desempenho no colégio, conseguem controlar melhor a ansiedade e ainda aumentam o círculo social. Ou seja, a autoestima em decorrência desses fatores aumenta.

    Existem várias opções e você pode – na verdade deve – colocar seu pimpolho na jogada para escolher qual curso fazer. Algumas dicas podem ajudar, por exemplo, para a crianças de 3 a 4 anos, são indicadas brincadeiras de roda, aulas de culinária (que já falamos aqui), horta, artesanato e pintura. Elas colaboram para o desenvolvimento motor e estimulam a interação com outras crianças, fundamental nessa fase da infância. Para quem tem de 5 a 9 anos, o mais apropriado são jogos em grupo, sobretudo aqueles que exigem movimentos físicos, como os esportes, uma maneira saudável de gastar energia e aprender noções de disciplina. Equipes e competições também ajudam a criar um senso de convivência em grupo. A partir dos 10 anos, a recomendação é priorizar as oficinas de circo, teatro, expressão corporal e pintura, que melhoram a concentração e a comunicação, além de estimular a criatividade.

    Lembrando que criança precisa brincar, então nada de ocupar todo o tempo livre delas com cursos pois elas acabariam não aproveitando da melhor forma. Se ela a criança for mais ativa, pode praticar mais de uma atividade, mas se a criança for menos dinâmica, uma só já é mais que o suficiente. Sempre lembrando que tempo ocioso não é negativo, todos nós, independente da idade precisamos dele.

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