A chegada do irmãzinho

    A fase em que a criança tem até três anos é um período de enormes descobertas para toda a família. Acompanhar uma criança nestes primeiros anos, em que ela desenvolve sua percepção e a cada dia aprende algo novo, é um processo de aprendizagem muito intenso também para os pais.

    A fase em que a criança tem até três anos é um período de enormes descobertas para toda a família. Acompanhar uma criança nestes primeiros anos, em que ela desenvolve sua percepção e a cada dia aprende algo novo, é um processo de aprendizagem muito intenso também para os pais. Porém essa situação pode ser tornar ainda mais intensa quando uma segunda criança entra em cena. Além dos pais terem que vivenciar a rotina dos primeiros meses do bebê em casa, agora ainda existe um filho mais velho que está passando por seu próprio processo de desenvolvimento e que, como os pais, também têm que lidar com o novo irmão.
    Nesta fase é comum que o filho mais velho sinta um pouco de ciúmes do irmão mais novo, e que surjam brigas entre os dois ou cenas de implicância por parte do mais velho. A partir daí surge a dúvida dos pais de como lidar com o ciúmes do mais velho e não negligenciar as necessidades do mais novo.

    No que diz respeito ao filho mais velho, é importante usar de negociação com a criança, para que ela entenda que tem que dividir tempo e atenção com o irmão, mas que isso não significa que ele é menos amado ou que perdeu seu lugar na família. Se possível, tornar esse filho um aliado no processo de educação do irmão pode ajudá-lo a passar por esse período de mudança. A criança pode até sentir que perdeu algum espaço como “bebê”, mas entende que ganhou terreno como irmão, responsável pelo bem-estar dos outros membros da família.

    O importante é entender que não existe uma receita, e que pode acontecer dos papais não serem justos e atenciosos 100% do tempo, sem cometer alguma falha. Os erros acontecerão e isso pode ser útil até para que a família aprenda com eles. Um erro tem suas consequências reduzidas quando absorvemos alguma lição e aprendemos com eles, ao invés de sentirmos culpa pelas falhas. O importante é sempre demonstrar as duas, ou mais, crianças que elas são muito amadas e que ter que dividir com um irmão não é algo puramente negativo, pois nesse processo ele está ganhando um aliado.