Cárie em bebês: como evitar?

    A cárie dentária em bebês (considera-se até três anos de idade) é mais comum do que se pode imaginar, apesar de a maioria das pessoas achar que esse tipo de cárie não existe devido a pouca idade da criança. Está normalmente relacionada com a alimentação noturna e com a falta de higiene adequada da boquinha do bebê.

    Quando a criança se alimenta e os dentes não são limpos adequadamente, ocorre a formação da placa bacteriana, uma película branca formada por restos de alimentos e bactérias que produzem ácidos que enfraquecem a superfície dos dentes. Inicialmente aparecem “manchas brancas” nos dentinhos, que são o sinal de que algo não anda bem e que a superfície do esmalte está “enfraquecida”. Esse é o primeiro sinal da doença cárie. Se a má higiene persistir essa “mancha branca” se transforma no tão conhecido “buraquinho da cárie” e então o tratamento fica mais complicado.

    Após os seis meses de vida (época em que nascem os primeiros dentes) a alimentação noturna não está mais indicada e na realidade não é mais necessária. Seu bebê já está almoçando e jantando e não tem mais motivo nenhum para sentir fome durante a noite. Após a última amamentação ou mamadeira da noite, deve-se promover a limpeza dos dentinhos e mais nenhum alimento deverá ser oferecido à criança durante o sono, mesmo que ela acorde chorando. Não é fome, ela quer apenas a sua atenção! Se seu bebê for alimentado de madrugada, isso se tornará um hábito e a consequência será a “cárie de aleitamento materno” ou “cárie de mamadeira”.

    Não devemos esquecer que o Ministério da Saúde orienta a não ingestão de açúcar no primeiro ano de vida do bebê, por isso ofereça sucos, chás e outros alimentos sempre sem açúcar. Se a criança não conhece o sabor do açúcar, não sentirá falta dele nos alimentos. Todas essas e outras informações importantes para evitar a cárie em seu bebê você receberá na primeira consulta com o odontopediatra, que deverá acontecer no primeiro ano de vida quando surgirão os primeiros dentinhos do bebê.

    Para alívio das mães, as “manchas brancas” são reversíveis, mas para isso será necessário o tratamento com flúor no consultório do odontopediatra e mudanças nos hábitos alimentares e de higiene do bebê, que serão também orientadas por esse profissional.