Chupeta: usar ou não usar?

    O uso da chupeta e a sucção de dedo são também conhecidos como hábitos de sucção não nutritiva e são aceitáveis em bebês e crianças em tenra idade. Esses hábitos estão normalmente associados com a necessidade de afeto e de segurança. A chupeta é, sem dúvida, o hábito de sucção mais comum entre as crianças. Vários estudos comprovam que crianças que mamam exclusivamente no peito até seis meses de vida, têm menos probabilidade de desenvolver os hábitos de sucção não nutritiva. Entretanto, recomenda-se o uso da chupeta nos casos onde a amamentação não pode ser realizada ou quando não é suficiente para suprir a necessidade de sucção do bebê.

    Os hábitos de sucção de dedo e chupeta podem causar problemas no desenvolvimento das arcadas e posicionamento dos dentes (mordida aberta e mordida cruzada posterior) quando não são removidos na época adequada. Segundo o Ministério da Saúde e a Associação Brasileira de Odontopediatria, a idade limite para remoção desses hábitos seria três anos de idade, mas estudos recentes mostram que se os hábitos forem eliminados até dois anos de idade, existe a possibilidade de auto-correção dos problemas causados pelos mesmos.

    Devemos ressaltar que os pais devem limitar o uso da chupeta, não a oferecendo o tempo todo ao bebê, mas apenas quando for solicitada, devendo ser removida quando a necessidade for suprida. Por exemplo, depois que a criança dormir, podemos retirá-la da boca se não houver mais resistência. Nunca devemos deixar a chupeta ao alcance da criança o tempo todo, como por exemplo, penduradas em cordões ou fraldas. Limitando o uso reduziremos os danos causados.

    O ideal é que a chupeta seja do tipo ortodôntica, de silicone e do tamanho adequado para a idade do bebê. A higiene deve ser diária e realizada de acordo com as recomendações do fabricante. Deve ser trocada periodicamente ou quando estiver danificada.

    Para remoção do hábito, o ideal é que o odontopediatra seja consultado para que não sejam usadas medidas traumáticas para a criança, já que falamos de hábitos com aspectos emocionais. Tentativas erradas e frustradas na remoção desses hábitos podem aumentar a dificuldade de remoção no futuro, causar stress na criança e problemas de relacionamento entre os pais.

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