Como escolher o brinquedo educativo ideal

    O Dia das Crianças está chegando. Que tal dar um brinquedo educativo aos seus pimpolhos? Veja as dicas da mamãe criativa Maura Fischer e acerte na mosca!

    O dia das crianças está chegando e por isso o post de hoje vem recheadinho de dicas para ajudar a quem quiser escolher um brinquedo educativo para presentear os pimpolhos nessa data.

    Os brinquedos são os principais aliados na diversão e no desenvolvimento dos pequenos. Se eles tiverem a atribuição de ajudar na construção da personalidade e no desenvolvimento de determinadas capacidades, são considerados brinquedos educativos.

    A par da infinidade de brinquedos educativos encontrados no mercado atualmente, escolher aquele que melhor atende às necessidades e preferências de seu filho pode não ser tarefa fácil. Por isso, confira esses conselhos elaborados especialmente para lhe ajudar nessa missão:

    1 – Esteja atento à classificação de segurança do INMETRO de acordo com a faixa etária da criança

    Segurança é palavra chave também na hora de escolher um brinquedo. Os brinquedos não devem ter pontas ou extremidades cortantes e partes pequenas que possam ser engolidas. Além disso, não podem ser fabricados ou pintados com material tóxico, uma vez que as crianças costumam colocá-los na boca. A inobservância dessas e outras regras de segurança pode transformar os brinquedos em verdadeiras armadilhas.

    Devido à importância de se preservar a saúde e a integridade física das crianças enquanto estão brincando, desde 1988, o processo de avaliação da conformidade de brinquedos no Brasil, através da Portaria Inmetro 177, tornou compulsória a certificação de brinquedos fabricados e/ou comercializados no país.

    O processo de certificação propicia, com adequado grau de confiança, que o produto atenda a requisitos mínimos de segurança, estabelecidos em uma norma ou regulamento técnico, o que é demonstrado através de ensaios em laboratórios competentes, conduzido por um certificador reconhecido pelo Inmetro. A certificação é realizada com base em um regulamento técnico harmonizado no âmbito do Mercosul, equivalente, em termos de rigor, às normas e regulamentos adotados em todo o mundo, incluindo os países mais evoluídos nas práticas de regulamentação e relações de consumo.

    A fiscalização destes produtos no mercado é conduzida pelos órgãos estaduais de pesos e medidas, os Ipems, delegados pelo Inmetro. Produtos encontrados de forma irregular no mercado são interditados ou apreendidos cautelarmente, além de sujeitar aos infratores às sanções previstas em lei. Esse número chega, hoje, a 8.400.000 unidades fiscalizadas por ano, sendo encontradas 66.000 unidades com irregularidades, ou seja, sem o selo de identificação, que corresponde a 0,8% do total.

    O Inmetro recomenda os seguintes cuidados

    a) No ato da compra, exija o selo de identificação da conformidade ou selo de certificação. Ele demonstra que o produto atende a requisitos mínimos de segurança estabelecidos em normas e regulamentos.

    b) Não compre produtos no comércio informal, mas sim no comércio legalmente estabelecido. Os produtos comprados no comércio informal, geralmente mais baratos, na quase totalidade dos casos são produtos irregulares, falsificados e, apenas como exemplo, podem conter substâncias tóxicas na sua composição. Exija sempre a nota fiscal do estabelecimento onde comprou para que haja responsabilidade social em caso de acidente ou defeito no produto.

    c) Antes de entregá-los às crianças, leia atentamente as instruções de uso, que orientam quanto ao uso seguro do produto. Cuidados especiais devem ser observados na retirada das embalagens, que podem ter grampos metálicos, papéis com tintas inadequadas, etc.
    d) Particularmente para brinquedos, deve ser dada atenção à faixa etária recomendada para o produto. Peças pequenas, em especial, são muito perigosas se usadas por crianças com idades inadequadas. Cabe total atenção nos lares onde existam crianças com diferentes faixas etárias.

    2 – Avalie o perfil e preferências do presenteado e escolha brinquedos adequados às habilidades que você pretende que sejam desenvolvidas com o brincar

    Ao escolher um brinquedo educativo, é fundamental considerar o gosto da criança, seu temperamento, suas habilidades e suas limitações.
    O brinquedo deve ser divertido e contribuir para a formação da criança.

    Ao escolher um brinquedo, esteja atento ao que e oferece em termos de estímulos. Se você pretende instigar a socialização da criança, por exemplo, escolha jogos e atividades que possam ser desenvolvidas em grupo.

    3 – Fique atento à faixa etária e fase de desenvolvimento da criança

    Lembre-se que para cada faixa etária, um estímulo é acionado, por isso é importante saber qual a idade e fase de desenvolvimento da criança.
    Até um ano de idade, os brinquedos infantis devem estimular os sentidos, especialmente a visão, audição e tato.

    Após o primeiro ano, o controle motor e a integração com o ambiente estão desenvolvidos, o que possibilita a compra de brinquedos para crianças que favoreçam a interação.

    Dos três aos seis anos, é o momento ideal para desenvolver a criatividade e estimular os conceitos pré-escolares, como formas, cores, letras e números.

    A partir dos seis anos, vale apostar em brinquedos infantis que estimulem os esportes coletivos, que promovam pequenas responsabilidades da parte da criança e que auxiliem na alfabetização e exercitem a inteligência.

    4 – Considere se a criança já possui outros brinquedos semelhantes

    Ao escolher o brinquedo, considere se a criança já possui outros semelhantes, prezando pela variedade.

    5 – Evite que os brinquedos eletrônicos ocupem muito tempo nas atividades da criança

    Atenção: Estudos mostram que o excesso de contato com os aparelhos eletrônicos, além de outros problemas, pode dificultar o repouso das crianças, levá-las a desenvolver uma tendência ao isolamento, prejudicar o rendimento escolar e propiciar a obesidade infantil .

    6 – É interessante buscar brinquedos que estimulem a interação humana e desenvolvam a afetividade

    Brincar com outras crianças é muito diferente de brincar sozinha. A brincadeira em grupo permite maior variedade de estratégias de improviso, envolve mais negociações e é mais criativa (Sawyer, 1997). Assim, ao brincar com seus companheiros, a criança aprende sobre a cultura em que vive, ao mesmo tempo em que traz novidades para a brincadeira e ressignifica esses elementos culturais. Aprende, também, a negociar e a compartilhar objetos e significados com as outras crianças .

    Tenha cuidado para que o acervo de brinquedos da criança não esteja baseado apenas nos personagens da moda

    É muito fácil sucumbir aos personagens da moda. A criança, porém, costuma perder rapidamente o interesse por tais brinquedos, os quais acabam no desuso.

    7 – Leve em conta, não apenas o aspecto estético do brinquedo, mas também sua adequação ao ambiente e ao espaço disponível

    Não esqueça de avaliar se o brinquedo está de acordo com o ambiente preparado para o brincar. Considere, em especial, as dimensões do produto e a emissão de ruídos.

    Lembre-se de ficar atento ao que seu filho aprende brincado e boa diversão!

    Título: Adaptação de texto desenvolvido em consultoria para Griff Brinquedos (www.griffbrinquedos.com.br)
    Imagem: Dois Ponto Oito
    Tópico 1: Dados obtidos no site do INMETRO (http://www.inmetro.gov.br/imprensa/releases/brinquedos.asp)
    Tópico 4: Fonte: http://www.ime.usp.br/~vwsetzer/efeitos-negativos-meios.html
    Tópico 5: Fonte: http://www.ufrgs.br/creche/a-unidade/psicologia-1/a-importancia-do-brincar-para-o-desenvolvimento-infantil