Como se livrar dos piolhos

    Se seu filho está com piolho, você vai ter de tomar alguma providência para acabar com os insetos.

    Embora não transmita doenças, o piolho incomoda, coça e não vai embora sozinho. Além disso, seu filho pode transmiti-lo para outras crianças – e adultos, inclusive você.

    Primeiro, confirme se seu filho está mesmo com piolho

    Antes de embarcar na operação mata-piolho, tenha certeza de que seu filho está mesmo com pediculose (infestação por piolho). Só dá para saber ao certo se você tiver visto lêndeas vivas (grudadas no cabelo bem pertinho do couro cabeludo) ou piolhos circulando.

    Mesmo que a escola tenha avisado que seu filho está com piolho, faça uma inspeção você mesmo para confirmar. Muitas vezes pequenas descamações, caspa ou resíduos de condicionador são confundidos com lêndeas.

    Depois, escolha um método de tratamento antipiolho

    Em vez de seguir conselhos de parentes, vizinhos ou professores, o melhor mesmo é falar com o pediatra para ver qual é o método que ele recomenda. Há muitas divergências e você vai encontrar desde receitas caseiras até medicamentos variados para combater a praga. Mesmo os especialistas têm opiniões diferentes entre si.

    O método mais adequado vai depender da idade da criança, da intensidade da infestação e da sua opinião.

    Possibilidade 1: remédio para passar na cabeça + pente fino

    Muitos pais e pediatras preferem essa opção. Aplicam um produto antipiolho comprado na farmácia e depois passam o pente fino para retirar os piolhos mortos e principalmente as lêndeas.

    É importante conversar com o pediatra porque alguns produtos são mais tóxicos que outros.

    Os produtos existem em forma de xampu, creme, mousse, gel etc. É essencial seguir as instruções exatamente como manda a embalagem do produto, e não ficar fazendo reaplicações sem necessidade.

    Há a chance de o piolho ser resistente àquele tipo de produto, e aí ele não vai funcionar.

    Possibilidade 2: só o uso de produto antipiolho

    Existem especialistas que afirmam que o uso do pente fino não é necessário para eliminar os piolhos. O uso de produtos contra piolho já seria suficiente, desde que repetido no nono dia depois da primeira aplicação. Essa, por exemplo, é a recomendação da Academia Americana de Pediatria.

    Muitos pais e pediatras preferem continuar usando o pente fino, além do produto, por dois motivos: para garantir que as lêndeas vivas sejam eliminadas e também por razões estéticas, porque as lêndeas “vazias” ficam presas ao fio de cabelo e podem aparecer conforme o cabelo cresce.

    Além disso, o uso de pente fino acostuma os responsáveis pela criança a inspecionar o cabelo do filho, e isso ajuda na prevenção e detecção rápida de novas infestações (ela sempre pode pegar piolho de alguém de novo!).

    Lembre-se de que os produtos contra piolho contêm substâncias tóxicas, e se eles forem aplicados muitas vezes podem acabar fazendo mal para a criança. Como há feridinhas no couro cabeludo devido à coceira, o produto acaba penetrando no organismo.

    Importante: Não compre produtos sem embalagem ou de origem desconhecida. Eles podem ser venenosos para o seu filho.

    Possibilidade 3: só o uso de pente fino

    Essa é a opção mais natural. Muitos pais se preocupam com a toxicidade dos produtos antipiolho (também chamados de pediculicidas) e preferem fazer a eliminação à moda antiga. Se realizado com bastante paciência, é um método que funciona.

    Segundo a Fiocruz, a diluição de vinagre branco em água morna ou em condicionador ajuda a soltar as lêndeas dos fios de cabelo. Mas o vinagre pode fazer arder os machucadinhos causados pela coceira. Portanto só use se achar que está valendo a pena, ou quando a coceira já tiver diminuído.

    Existe um pente especial, de aço, com dentes longos e formato anatômico, que facilita a retirada dos piolhos. Embora não seja tão barato quanto o pente de plástico, é muito eficaz.

    Possibilidade 4: métodos alternativos

    Existem várias teses sobre como matar piolhos usando métodos naturais. A ideia é “sufocar” os bichinhos lambuzando o cabelo em condicionador, azeite, vaselina ou espuma de sabonete neutro, e mantendo o cabelo “fechado” com touca por algumas horas, para que os piolhos morram.

    Esse tipo de tratamento precisa ser repetido várias vezes (a cada dois ou três dias num intervalo de dez dias), e não há comprovação científica de sua eficácia.

    É importante nunca aplicar produtos desconhecidos, tóxicos ou inflamáveis na cabeça da criança, porque eles são absorvidos pelo couro cabeludo, ou podem causar acidentes ou intoxicações devido ao cheiro.

    Em casos de infestações persistentes que não respondem a nenhum tratamento, o médico pode receitar um medicamento por via oral, que normalmente é reservado para último recurso, e só pode ser dado a crianças a partir de determinada idade.

    Fonte: Baby Center