Creche: como as crianças se sentem?

    E, como saber se eles estão à vontade nesse novo ambiente que é a creche? O papai e a mamãe precisam estar atentos!

    Olá amigos, como combinado em nosso último encontro, hoje vamos conversar um pouco mais sobre o tema creche, mais especificamente sobre como é para a criança iniciar esta fase tão diferente, o período escolar.

    Superada a questão da escolha do local mais adequado para seu pimpolho, agora é hora de pensar sobre como vai ser para ele passar esse longo período em um espaço completamente diferente ao que está habituado, fora o novo círculo de pessoas com quem terá que conviver.

    Segundo as teorias de desenvolvimento, até em média os 10 primeiros meses, os bebês convivem bem com outras crianças e adultos. A maior preocupação, nessa idade, é que a criança estranhe o ambiente em que estará. Portanto, se o lençol do berço ou a temperatura da água forem muito diferentes da que está acostumado, possivelmente isto causará mais dificuldade do que necessariamente a interação com pessoas desconhecidas.

    Para essa faixa etária, é fundamental que a família certifique-se de que o ambiente seja o mais familiar possível, permitindo, por exemplo, que os pais possam enviar objetos que a criança tenha mais identificação no ambiente em que vive. Como brinquedos, travesseiros ou colchinhas que seu pimpolho mais gosta, permitindo que se sinta confortável nesse novo ambiente.

    Não é a mamãe

    A partir dos dez meses até, em média, 1 ano e meio, a criança passa a realmente estranhar a presença das pessoas que não tem um contato próximo, requisitando excessivamente a presença dos familiares. É nesse momento em que começamos a perceber de maneira acentuada a ansiedade de separação. Para as crianças que iniciam a vida escolar nessa faixa etária, é importante que seus pais estejam preparados para viver esse momento, que pode por vezes ser conturbado. Passar confiança e ajudar a criança a se adaptar serenamente a tantas mudanças é fundamental.

    Até os 3 anos, as crianças brincam uma com as outras, mas são muito possessivas com seus brinquedos. É comum que tapas e mordidas aconteçam nessa fase, afinal comunicação ainda não é a melhor forma de expressão. É preciso calma e tranquilidade dos pais e avós e profissionais preparados para ajudarem as crianças no início dessa fase de real interação e troca. Mas logo essas questões serão superadas e em breve seu pimpolho estará adaptado e pronto para todos os desafios que lhe esperam o período escolar.

    No próximo artigo conversaremos um pouco mais sobre as dúvidas e ansiedades familiares quanto a esse momento e como podemos ajudar as crianças em seu desenvolvimento, aprendendo a lidar com suas necessidades e possíveis dificuldades.

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