Da amamentação à introdução alimentar

    Cada etapa do desenvolvimento alimentar dos bebês tem seus desafios, não só a amamentação. E sem dúvida a introdução de alimentos sólidos requer dedicação e paciência dos pais. Leia mais!

    Eu achava que a amamentação seria uma das partes mais difíceis da minha vida materna… Isso até chegar a hora da introdução alimentar! Consegui amamentar exclusivamente a Anita até os seis meses, modéstia a parte, um grande orgulho. A mudança do aleitamento para a alimentação é um grande passo e não é todo bebê que se adapta na mesma hora, e quando o assunto são os nossos pimpolhos, é muito difícil termos um padrão! Cada um se desenvolve do seu jeito e cada um tem as suas peculiaridades, por isso o perigo da comparação.

    A consistência do alimento é bem diferente da do leite, assim como a descoberta dos sabores. O aprendizado é diário e temos que ficar atentos aos mínimos detalhes, aliados sempre à paciência… Isso temos que ter de sobra! O bebê ainda está aprendendo e vai ser supernormal se sua cria se recusar a comer 1, 2, 3… 10 vezes! O segredo é não se desesperar.

    Logo no início, Anita só aceitava frutas (as mais docinhas como mamão, banana e pêra) e a papinha salgada não chegava nem na segunda colherada. Foram longas semanas assim! Eu ia todos os dias mudando uma coisinha na comida para ver o que ela gostava e uma hora eu acertei: minha filha aaaama feijão! Então, todos os dias, misturo esse alimento com alguns outros ingredientes diferentes. Carninha ensopada, inhame, batata-baroa, cenoura e por aí vai…

    Aqui em casa, por exemplo, só trabalhamos com extremos! (rsrs) Observando minha filha, aprendi que as frutas precisam ser servidas bem geladinhas, assim como a água e o suco que eu preparo em dias mais quentes. Os líquidos só são servidos em copos, a mamadeira e a chuquinha não existem por aqui. Mesmo tentando introduzi-las, Anita nunca aceitou. Pra quem também tem bebês assim em casa, uma dica excelente são os copos de treinamento!

    Já o pápázinho precisa ser servido bem quentinho! Assim que a comida começa ficar “gelada”, ela não aceita mais comer e como não podemos esquecer que a nossa noção de temperatura é diferente da deles, uma modernidade materna que amo são as colheres termossensíveis. Além do material não machucar a gengiva dos bebês, a colher quando muito aquecida (acima de 39°c), muda de cor. E assim, a hora de comer aqui em casa se transforma em uma festa! Anita recebe uma colher extra pra me ajudar e tampas de vasilhas para fazermos bagunça enquanto ela come :D.

    Hoje, minha filha tem oito meses e ainda estou aprendendo junto com ela. Assim que ela começou a pegar o ritmo, os dentinhos apareceram e tudo mudou novamente. Para ajudar a aliviar o incômodo, dou frutas mais durinhas, como melão ou manga, dentro de um “alimentador infantil” que também faz as vezes de mordedor e ela adora!

    Amamentação
    E a amamentação, como fica nesta história? Oras, do mesmo jeito! Sou uma mãe privilegiada que trabalha de casa, por isso, consigo amamentar a Anita em livre demanda 🙂

    Ela mama quando acorda, antes de cada cochilinho, quando quer um dengo e principalmente durante a noite. Sim, minha filha ainda acorda TRÊS, às vezes QUATRO vezes durante o sono noturno!!! Mas quer saber!? Nem ligo! Nada se compara ao momento de quando, apesar de seu bebê já ter experimentado sabores muito mais gostosos, vira os olhinhos de felicidade ao abocanhar o seu peito.

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