Desejo de grávida: mito ou verdade?

    Pensando em clarear essa questão aos olhos de casais grávidos, faço uso de um post que escrevi na época em que a grávida era a minha esposa e o “realizador dos desejos incomuns” era eu (claro, não poderia ser o contrário). Uma experiência pessoal que certamente muitos casais se identificam, cada um com desejos nada comuns. Vamos às constatações:

    Aconteceu em 29 de maio de 2010 (17 semanas de gravidez).

    Sempre me perguntei se essa coisa de desejo na gravidez tinha alguma comprovação científica ou era mais uma daquelas crendices que nossos antepassados perpetuam como sendo verdade. Na categoria de ”pai de primeira viagem” fui buscar informações sobre o assunto, talvez preocupado em encontrar argumentos para não ter que levantar às 3 da madruga e sair em busca de uma iguaria que só é servida na China ou ainda para não correr o risco ter um filho com cara de melancia só porque me recusei a sair domingo às 5 da manhã para comprar.

    Segundo alguns sites relacionados que pesquisei, apesar de algumas pessoas pensarem que não passa de um capricho da mulher grávida, existem explicações lógicas para esse desejos inusitados e que na maioria das vezes ocorre no início da gravidez. A maioria das vontades tem como causas, fatores hormonais, os mesmos que causam o enjoo, despertam o desejo por sabores incomuns. Os hormônios prolactina e progesterona alteram o apetite e o ph da boca, levando a mulher a querer comer até mesmo alimentos que antes não gostava.

    Outro fator é uma provável carência nutricional que faz com que o cérebro tente suprir os nutrientes que estão em falta no organismo da mulher e que também são importantes para o desenvolvimento do bebê. Existe ainda um fator que está ligado aos desejos da mulher grávida: comer libera substâncias no organismo que dão prazer e melhoram o humor.

    O fato, é que ontem à noite me deparei de frente com o tal desejo de grávida. Mamãe Gabriela, de repente, me olhou e largou:

    – “huumm, deu uma vontade de comer goiabada com creme de leite”.

    – hããã???

    Naquele momento pensei em convencê-la a satisfazer o desejo outro dia, mas foi difícil, ela estava babando de tanta água na boca. Ok, encarei o frio e a chuva lá fora e saí em busca da goiabada com creme de leite.

    “Ah, e não pode ser goiabada de passar no pão, tem que ser aquela tipo gelatininha”, disse ela.

    Fui pensando no carro: “tudo bem, não é frescura, o desejo tem comprovação científica, e ela merece esse pequeno sacrifício”.

    E não é só isso, não quis arriscar no dia do parto o médico me olhar e dizer: “parabéns papai, são gêmeos, um com cara de goiabada e outro com cara de creme de leite”.

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