Dia dos Pais: cada um pede seu presente e eu já escolhi o meu.

    O Dia dos Pais está aí e já não é o meu primeiro, nem o segundo, desde que o pequeno nasceu. É o terceiro se considerarmos o período em que ele estava lá, juntinho da mamãe se preparando para chegar na área. Mas confesso, ainda sou um aprendiz dessa arte de ser pai. De vez em quando me vejo experimentando novos sentimentos e emoções.

    Como diz a canção do Zeca Baleiro, “ando tão à flor da pele que qualquer beijo de novela me faz chorar” ou quem sabe traduzindo para a ocasião: “ando tão à flor da pele que qualquer comercial de meia, cinto e cueca me faz chorar” (desculpa Zeca Baleiro).

    Ok, provavelmente você vai dizer que é frescura, mas é fato: essa relação pai e filho me provoca e emociona ainda mais nesse período de apelo comercial. Não que eu saia por aí me debulhando em lágrimas por qualquer comercialzinho não, mas dou minhas lacrimejadas às vezes. A sensibilidade paternal me deixou mais atento ao ambiente paternal.

    Depois que o Cauê nasceu, naturalmente passei a prestar muito mais atenção à essa relação pai e filho(a). No mercado, na rua, no shopping, no parque, no anúncio, seja onde for. Observo situações que me transportam para o futuro, enquanto outras me remetem ao passado.

    Reconheço-me em algumas cenas com meu filho e o futuro cada vez mais urgente, sem freios, noutras com meu pai em um passado que, cronologicamente pode estar distante, mas aqui, na minha memória, é logo ali.

    Esse mesmo passado que mostrou as lágrimas do meu pai ao receber um abraço, um cartãozinho amarrotado escrito “Feliz Dia dos Pais” e um par de meias (ou cinto, cueca, chinelo, gravata). O futuro por sua vez me chegou revelador: o mais valioso dos presentes naquela situação não vinha da promoção exposta na vitrine da loja, embrulhado para presente. Era o abraço carinhoso, verdadeiro e cheio de amor que de fato fazia o coração transbordar. Aprendi só agora, com meu filho.

    Que venham as meias, as cuecas, as gravatas, os chinelos, mas que venham também os abraços sinceros porque eu, assim como meu pai, “snif..snif..Buáááááh…snif, também “ando tão à flor da pele […]”

    Feliz Dia dos Pais.