Diabetes Gestacional: o que é e como prevenir

    A nutricionaista Luane Magnago fala sobre o Diabetes Gestacional, que pode trazer graves consequências tanto para a mãe, quanto para o bebê. Saiba mais!

    Ei, queridos leitores! Continuando nossa série sobre os sintomas da gravidez, hoje vamos falar sobre o Diabetes Gestacional. Mas, o que é isso?

    O Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) surge durante a gravidez, principalmente após a 24° semana de gestação e é definido como a intolerância aos carboidratos, resultando em hiperglicemia (alta de açúcar no sangue).

    Ele é a consequência da elevação de hormônios contrarreguladores da ação da insulina, do estresse fisiológico que ocorre na gravidez e de fatores genéticos ou ambientais.

    Dentre esses fatores, podemos destacar: obesidade ou ganho excessivo de peso durante a gravidez atual, história familiar de diabetes, crescimento fetal excessivo, aumento do líquido amniótico, hipertensão ou pré-eclâmpsia (DHEG) na gravidez atual, antecedentes de diabetes gestacional.

    Prevenção

    Por isso tudo, o acompanhamento nutricional antes e durante a gravidez é essencial. Prevenindo o risco de ganho de peso excessivo e controlando os alimentos ricos em açúcar/ou carboidratos refinados, que aumentam a glicose e podem aumentar a probabilidade do desenvolvimento dessa doença.

    Além de fazer exames de sangue regularmente para avaliar os níveis de glicose sanguínea, as gestantes devem ficar atentas a sintomas comuns do diabetes gestacional:

    – Poliúria (aumento do volume urinário)
    – Polidipsia (sede elevada)
    – Polifagia (fome em excesso)
    – Perda ou aumento exagerado do peso corporal
    – Desanimo, cansaço ou fraqueza

    Consequências

    O diabetes gestacional pode trazer prejuízos tanto para a criança quanto para a mãe. E esse é mais um motivo para as mamães ficarem atentas! Entre eles, destacamos o aumento da prevalência de anomalias congênitas – ou seja, defeitos ou malformações ao nascimento –, abortamentos espontâneos, risco de macrossomia e maior risco de desenvolver diabetes na fase adulta.

    Como lidar se o DMG aparecer?

    Diferente do diabetes tipo I e II, que persistem por toda a vida, no caso do DMG, os níveis de glicemia podem ou não se normalizar após o nascimento do bebê. Portanto, o acompanhamento nutricional e a mudança do hábito alimentar da mãe com diabetes é fundamental para garantir menores complicações e consequências durante e após a gestação.

    E é por isso que a prevenção é o melhor caminho! Regular a glicose e se alimentar corretamente desde a preparação para a gravidez é o ideal.

    No próximo mês continuaremos falando sobre sintomas e doenças comuns da gestação.

    Até lá!

    (Leia os posts anteriores da colunista)

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