Disney restringe propaganda infantil em prol da saúde. Polêmica à vista.

    No último dia 5 deste mês, a Walt Disney Company veio a público anunciar que abre mão de patrocínios e não irá mais oferecer espaço publicitário para marcas e alimentos que não se enquadram nos padrões dos canais de comunicação da empresa. O material veiculado na Disney Channel, Disney XD, ABC Saturday-morning cartoons, sites e rádios para crianças será de conteúdo restrito.

    O que se espera agora é o posicionamento dos outros grandes nomes tais como: Nickelodeon, Cartoon Network e The Hub. Nenhuma delas se manifestou, talvez porque já haviam assinado um termo de compromisso em 2006, afirmando que não iriam licenciar seus personagens para alimentos não saudáveis.

    A indústria estipulou regras que foram aceitas por um grupo de 16 empresas entre elas McDonald’s, Kraft Foods, General Mills (empresa que recentemente comprou a Yoki), Coca-Cola, PepsiCo e Kellogg. A atitude tomada pela Disney foi elogiada por todas que também se comprometeram em “fazer mais” pelo acordo e pela causa.

    Em sua defesa, a Kraft Foods afirmou que não veicula propagandas de alimentos para crianças com menos de 12 anos, contudo a Capri Sun (suquinho de caixinha) foi a escolhida como exemplo de produto que não seria mais apresentado pela Disney, por não se encaixar no padrão exigido pela empresa.

    Diferente do programa da indústria que estipulou regras para 10 categorias diferentes, a Disney definiu 17 categorias, mostrando-se mais rígida em relação ao que será aceito e o que deverá mudar. Um bom exemplo são os cereais matinais. Dentro da categoria café da manhã, não podem ultrapassar 130 calorias por porção. Já as regras da indústria, mencionam 150 calorias.

    A Disney Inc. gastará menos de US$ 7,2 milhões para eliminar a *junk food de suas redes o que representa um impacto de 1% em sua receita anual que no ano passado foi de US$ 7,6 bilhões.

    (*) Comida lixo na tradução literal e comida não saudável na tradução mais branda.

    Fonte: AdNews

    E no Brasil, quando será que vamos ter coragem de debater o assunto? Deixe seu comentário, vamos adorar saber sua opinião sobre o tema.

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