Exemplo

    "Caramba! Como é grande essa responsabilidade do exemplo que a gente (pais e mães) carrega, não é mesmo?"

    Neste mês o pequeno Cauê fez 4 anos. Para celebrar, relembro um episódio peculiar que aconteceu quando ele tinha apenas 2 aninhos.

    Caminhava pela calçada com o filhote, quando ele parou de repente e feito estátua, sem dar explicação assim ficou. Quem sabe um colo, talvez estivesse cansado. Recusou e se mantinha parado na calçada. Algumas pessoas nos carros também parados começaram a olhar a cena. Eu disse carros parados? Ah, sim o sinal (sinaleira, farol, semáforo) estava vermelho. O que isso quer dizer?

    Continue lendo e vai entender.

    Sempre que precisava parar com o carro no sinal vermelho, o filhote ficava meio impaciente e pedia pra andarmos.

    – Vai papai, anda. Empurra ele, empurra.

    Empurrar? O carro da frente? Calma meu garoto! Apesar de ter apenas 2 anos, ele já estava familiarizado com algumas cores. Então, pra diminuir essa sua ansiedade, eu brincava de ensinar uma das regras de trânsito:

    – Filho, olha lá em cima, tá vendo aquela luz acesa? Quando tá vermelho, o papai precisa parar e dar a vez à outros carros. Quando ficar verde, a gente pode andar, ok? Fica olhando e avisa o pai quando ficar verde.

    Assim ele fez quando o sinal mudou de cor:
    – Vêdi papai, vêdi, vaaaiii!!!

    E seguíamos em frente até encontrarmos outro sinal vermelho. Definitivamente, você que é pai, mãe, sabe que não dá pra subestimar a inteligência dessas criaturinhas.

    Voltando ao início da história, após algum tempo ali parados, o sinal mudou para verde. Como se nada tivesse acontecido, o gurizinho voltou a caminhar.

    Foi então que tudo ficou claro! Ele estava apenas reproduzindo minha atitude no trânsito. Caramba como é grande essa responsabilidade do exemplo que a gente carrega, não é mesmo?

    A regra de trânsito ele havia aprendido, só faltava esclarecer quando ela se aplicava aos pedestres e explicar também o que o amarelo estava fazendo ali, entre o “vêdi” e o vermelho.

    Mas isso rende outra história.

    Salve 14 de outubro, salve a primavera. Viva Cauê.

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