Filhos do coração

    "Na minha casa, e na minha vida, os assuntos são tratados de forma natural, direta e sem rodeios e não poderia ser diferente com a adoção"

    “Na minha casa, e na minha vida, os assuntos são tratados de forma natural, direta e sem rodeios e não poderia ser diferente com a adoção”

    Antes de mais nada, me chamo Liandra, tenho 34 anos, sou casada, trabalho o dia todo e sou mãe do Miguel, também conhecido como Miguelito. Aliás, a quase 3 anos eu sou mais conhecida mesmo como a mãe do Miguel e ponto. Muito prazer. Sinta-se em casa e puxe uma cadeira porque nós temos muito para conversar.

    Costumo começar a contar a minha história de amor, com direito a suspense, angústia, medo, ação e pouco, pouquíssimo sono, explicando que meu filhote poderia ter vindo através de uma cesariana ou de parto normal, mas eu optei pela cegonha mesmo, rs.

    Sim, eu vim falar de adoção. Um assunto tão simples, mas ainda com tanto tabu.

    Não. Não me entenda mal. Não quero dizer que as pessoas tenham vergonha ou medo de adotar. Acho que esta fase nós já passamos. As pessoas têm receio é de perguntar sobre o assunto.

    E foi daí que o convite para dividir com vocês a minha história surgiu. No susto, assim como o Miguel. Um susto bom e cheio de responsabilidade.
    Na minha casa, e na minha vida, os assuntos são tratados de forma natural, direta e sem rodeios e não poderia ser diferente com a adoção. Talvez seja por isso que eu receba telefonemas de pessoas que nunca vi, convite para palestrar e e-mails com dúvidas. Tudo sobre a tal da adoção. Não tenho vergonha de falar sobre isso, na verdade sobre quase nada. Qual mãe não gosta de falar sobre a chegada de seu bebê, não é mesmo?

    Mas calma aí. Não estou dizendo que foi tranquilo o processo de optar pela adoção e muito menos que o “pré e pós adoção” são mamão com açúcar. Não mesmo.

    Foi como eu comentei no começo deste texto. Minha história é de amor, muito amor. Mas como todo bom roteiro, tem briga, angústia, suspense e por aí vai. O importante é que o final é feliz. Aliás, melhor dizendo, que o meio é feliz porque este filme está muito longe de acabar.

    Fica aqui meu convite então para você assistir e construir comigo esta novela da vida real. E põe real nisso. Fique à vontade para mandar seus comentários e é claro suas dúvidas.

    Até a próxima!

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