Fraldas ecológicas: Um mundo mais verde para meu filho

    Patrícia Bravin hoje veio nos contar sobre as fraldas ecológicas e seus benefícios. Já conhece? Não? Então vem saber mais com a gente!

    O desastre das barragens de Mariana estava ali diante dos meus olhos e um turbilhão de perguntas me veio à cabeça: até quando vamos continuar interferindo no meio ambiente de forma tão agressiva em nome do desenvolvimento? Podemos viver com menos, de forma a poupar recursos naturais? E o que realmente cada pessoa precisa fazer? E eu? Vou ficar aqui assistindo tudo isso e continuar usando produtos poluentes? Se está ruim assim, imagine quando meu filho estiver adulto? Que mundo eu quero pra ele? De uma coisa eu tenho certeza: precisamos colocar a educação ambiental na rotina de conversas com os filhos, assim como ensinar a escovar os dentes.

    Aqui em casa, além dos nossos livrinhos e filmes que falam do respeito à natureza, o nosso aprendizado também é na prática. O Arthur usa fraldas ecológicas desde o primeiro mês de vida. Começamos por causa de uma alergia. Assim como a natureza, a pele frágil do meu recém-nascido reagiu severamente ao plástico da fralda descartável. E foi assim que conheci, ou melhor, reconheci, as fraldas de pano. Todo mundo se apavora quando digo que elas são reutilizáveis e que eu as lavo a cada dois ou três dias.

    Como assim? E o cocô? Como uma pessoa ocupada, que trabalha fora e cria um filho sozinha, pode assumir uma tarefa dessas? E eu repito, incansavelmente, que não é como antigamente, que os produtos atuais são diferentes. Eu não preciso dobrar e passar uma infinidade de fraldas. A absorção dos tecidos usados nos absorventes é infinitamente superior às fraldinhas brancas antigas e que o interior das capas é com mesmo material usado em camisas de atletas: não esquenta, não molha e não agarra o cocô. Ah! E tudo vai para a máquina de lavar, com pouquíssimo sabão.

    Depois de explicar tudo isso tantas vezes, percebi que o uso das fraldas é uma experiência que me dá muito mais prazer do que trabalho. Começou pela escolha dos modelos com estampas lindas, abotoaduras diferentes, tecidos coloridos, personagens enfim. Fui me tornando conhecedora e crítica de quase todos os modelos nacionais mais conhecidos.

    O Arthur já escolhe se quer a de monstrinho ou de cachorrinho. E a cada troca, nossa consciência fica menos pesada, afinal, deixamos de produzir um lixo que demoraria até 450 anos para se degradar. E eu fico imaginando que nós poupamos os aterros, rios e oceanos de uma montanha de detritos. A média de fraldas descartáveis por bebê, do nascimento ao desfralde, é de cinco mil unidades.

    Sei que muito ainda tenho que me reeducar em muitas coisas na minha relação com a natureza para, assim, poder educá-lo, mas o que fizemos até aqui já me deixa muito feliz.