Hipertensão na Gravidez

    Cuidar da saúde nunca é demais! E, olha... É ainda mais importante se você estiver com um lindo pimpolho dentro de você. A colunista Luane Magnago é quem nos dá as dicas hoje!

    Olá leitores! Há alguns meses estou abordando em meus textos os sintomas da gravidez. Dessa vez, nosso papo será sobre a hipertensão gestacional, incômodo muito comum, que atinge muitas mulheres nesse período.

    Mais conhecida como pré-eclâmpsia, a hipertensão gestacional é um sintoma comum em muitas mulheres. Mas a boa notícia é que é possível passar por essa fase de forma tranquila e segura, tanto para a mamãe quanto para o bebê, se houver acompanhamentos médico e nutricional adequados.

    O distúrbio hipertensivo na gravidez ocorre na presença de três sinais e sintomas característicos: pressão arterial superior a 140/90 mmHg, edema (inchaços) e presença de proteína na urina. Nessa síndrome, os inchaços são diferentes daqueles que ocorrem normalmente na gestação. Ele é patológico – ou seja, é gerado por alguma disfunção do organismo –, generalizado e com rápida evolução.

    Existem algumas futuras mamães que já possuem fatores de risco, tais como: a primeira gestação com mais de 30 anos ou na adolescência, ganho excessivo de peso e histórico familiar de hipertensão. Mas, toda mulher pode ter o problema.

    Por isso, é importante ficar atento aos sintomas, prevenir e tratar. Em especial, na segunda metade da gestação, período de maior risco. Essa é uma ocorrência grave que aumenta as chances de mortalidade materno-fetal.

    Nutrição

    Mas, onde a alimentação entra nessa história? Alguns estudos mostram uma relação entre o estresse oxidativo (excesso de oxigênio no sangue) e o aumento da pressão arterial gestacional. Portanto, o consumo de suplementos alimentares, com nutrientes antioxidantes, como vitamina C e vitamina E, podem amenizar essa situação.

    Além disso, níveis adequados de magnésio, cálcio e acido fólico também são essenciais para reduzir o risco de desenvolver distúrbios hipertensivos. Por isso, o acompanhamento nutricional no período gestacional se torna essencial para verificarmos possíveis deficiências e necessidades de suplementação.

    Como forma de prevenção, e até mesmo tratamento, é essencial que a gestante beba bastante água, controle a quantidade de proteína e carboidratos na dieta, mantenha o peso dentro da normalidade, coma pouco sal e evite o consumo de produtos industrializados que são ricos em sódio, conservantes e corantes.

    Se sentir algum desses sintomas, tenha calma e procure seu médico. Com alguns exames simples ele poderá diagnosticar ou não a doença. E o mais importante: independente do resultado, manter sempre uma alimentação saudável e equilibrada, além de ter um acompanhamento de um profissional, é sempre a melhor solução para garantir a sua saúde e a do bebê.

    Até a próxima!

    (Leia os posts anteriores da colunista)