Mãe educa, e a avó tem outro papel

    Sabe aquele velho ditado que diz: "Vó estraga"? Nossa colunista Sara Rozinda vê de outra forma. Para ela, "a avó existe para criar cumplicidade, realizar sonhos, quebrar barreiras, estabelecer contatos, instituir a desobediência civil, sobretudo, fazer vontades acontecerem".

    A função materna é educar. Ensinar dá muito trabalho por que é toda a hora e todo o dia. Uma tarefa que não termina nunca, e por isso, muitas mães desistem e abrem mão do papel de educadora para as babás, e sobretudo, para as professoras, através da escola. Já fui mãe e sei que fiz direitinho o meu trabalho.

    Hoje sou avó. E como avó eu não quero a incumbência de ser educadora, posso até fazer umas pontas, desde que divertidas. A avó existe para criar cumplicidade, realizar sonhos, quebrar barreiras, estabelecer contatos, instituir a desobediência civil, sobretudo, fazer vontades acontecerem.

    Mãe é cobrança, a avó é permissão. Mãe é ação, avó é reflexão. Mãe ensina a andar, a avó ensina a voar. São papeis diferentes. Há quem diga que a avó deseduca, não creio. O fato é que a avó tem mais vivência, e apenas por isso vê a vida por outro prisma.