Maternidade: quando nasce uma mãe

    Às vezes, o resultado positivo de uma gravidez é uma surpresa. Leticia de Moura relata sua reação e como foi se tornando mãe aos poucos.

    Engravidei com 18 anos e definitivamente não me imaginava sendo mãe. Não que fosse algo que eu não quisesse, só não era algo que me fascinava tanto na época. Observava amigas ao redor já fazendo planos: “nossa, não vejo a hora de ser mãe!”, “primeiro quero ter um menino”, entre outras frases que alimentavam esse desejo da maternidade. Eu não fazia mesmo parte disso.

    Então, imaginem qual foi minha surpresa ao engravidar e me apaixonar pela ideia de ser mãe a cada fase que a gravidez me levou a passar? Ver a barriga crescendo, sabendo que ali dentro estava um pedacinho de mim; ansiar pelos chutes e fazer todos a minha volta pararem seja lá o que for que tivessem fazendo para presenciarem o momento junto comigo; dedicar horas e mais horas planejando o quarto, cada detalhe daquele que seria o cantinho da minha pequena; me divertir escolhendo roupas e sapatinhos, recebendo presentes e mimos para ela.

    Cada momento desse, cada peculiaridade proporcionada pela gestação, por menor que fosse, foi criando dentro de mim um sentimento que ainda hoje, depois de dois anos, sou incapaz de explicar, mas que com certeza é o mais belo e genuíno que já pude experimentar. O resultado desses instantes não poderia ser outro: mais do que nunca estava preparada para – e queria, muito! – ser mãe.

    Isabelle nasceu. Uma princesa, linda e saudável. Veio para alegrar e colorir ainda mais minha vida, do meu marido, de familiares e amigos. E finalmente eu pude compreender e concordar com o que dizem: o nascimento é de um filho… e de uma mãe também.