Mulher, mãe, profissional e avó

    Nossa colunista Sara Rozinda conta como conciliar os estudos em doutorado e a função de avó, que ela ama!

    Aposentada com duas matrículas no serviço público, mas ainda na ativa na área da educação. Filhos criados e encaminhados, tudo o que eu queria era ser avó. Entretanto, meus filhos não se animavam com a ideia. A querência era só minha. Eu não estava me sentido completa, pois o trabalho realizado em uma fundação não me realizava e o tempo ia passando.

    Como ninguém se movimentava para eu ter os meus netos, resolvi aceitar um novo desafio profissional, porém a exigência era a de eu entrar em um doutorado. Encarei os desafios e lá fui eu…

    Novo emprego e um doutorado pela frente. Aí vem a notícia: minha filha estava grávida! Vieram os dilemas, as cobranças, as inquietações, as dificuldades. Culpava-me (muito) por eu não estar junto, não estar perto. Várias vezes pensei em desistir de tudo e assumir meu novo papel, o de ser avó. Não foi fácil, mas sobrevivi!

    Saí do novo emprego, estou concluindo o doutorado e curto, da maneira como eu posso, a minha única neta. Sem traumas, sem conflitos íntimos. Não abri não do meu sonho profissional (o doutorado) e consegui conciliar os meus estudos com a minha função de avó. Considero-me uma pessoa feliz!