O início da gravidez: enjoos e medos

    Hmm... Pode perguntar pra qualquer mamãe, a fase dos enjoos é uma das mais enjoadas da gravidez. Mas logo passa!

    O desejo de ser mãe já vinha sendo discutido com meu marido, que também não via a hora de se tornar papai. Então, em novembro de 2014, quando veio a confirmação de que estávamos “grávidos”, percebemos o quanto éramos e somos abençoados. E bastou saber que em meu ventre eu carregava nosso bebê, para que minha vida mudasse completamente.

    Além do imenso amor, junto com a descoberta vieram o sono profundo, a fome constante, a mudança no corpo (isso mesmo, rápido! Principalmente nos seios) e os temidos enjoos, muito temidos… Eles eram tão temidos por mim, pois bastava enjoar que eu vomitava. E em seguida, vinha o choro.

    Explico: como toda mãe de primeira viagem, eu tenho muitas dúvidas… E na minha falta de experiência, eu achava que ao vomitar eu deixava meu bebê sem se alimentar. Por isso, chorava de preocupação!

    Algumas pessoas que acompanhavam a minha “agonia” diziam: “Logo passa, só dura nos três primeiros meses”. “Calma, quantas mães não passam por isso?” ou “Conheço grávidas que enjoaram até o nono mês”.

    Tentava não me basear muito nos exemplos alheios e focava só na minha situação. Mas, bastou uma nova consulta com a minha obstetra para o choro ir embora. Ela me explicou direitinho que isso é comum e que a criança não sofre com eles.

    Ufa! Saí da consulta bem entendida sobre os enjoos, porém, continuava sem gostar deles, rs… Afinal, quem gosta? Eu só esperava a hora desse incômodo passar. E, enquanto ele não passava, eu buscava alternativas para me alimentar melhor, tentando driblar o mal-estar.

    – Pela manhã, comia sempre um pedaço de biscoito salgado (de água e sal ou uma torradinha) para depois tomar o café da manhã, com direito aos líquidos (eles me enjoavam bastante).
    – Também evitava comer deitada (vendo TV) ou deitar após as refeições. E aprendi que, quando comia algum alimento, fosse ele doce ou salgado, e não enjoasse, era com ele que eu ia saciar minha fome até enjoar e ter de partir para outro.

    Em pouco tempo, as táticas deram certo e os enjoos já não eram mais tão temidos, pois aprendi a lidar com eles.

    Estou com seis meses de gestação, e os enjoos persistiram até o início do quarto mês. Hoje, já me sinto muito melhor com a alimentação. Como de tudo um pouco e deixei para trás todos os choros.

    Os enjoos foram ruins, mas me ensinaram a buscar alternativas para me alimentar bem. Com isso, tento diversificar nos alimentos para não enjoar do sabor, não por medo de voltar a vomitar, mas sim para poder comer todos os alimentos que minha filha precisa para nascer saudável!