O medo na gravidez

    E esses medos que as mamães sentem enquanto estão passando pela gestação? Quando é de primeira viagem então, nem se fala! Mas, sempre há o que fazer para deixar as coisas mais tranquilas. A Mariana Melo conta isso pra gente!

    A primeira gravidez é uma descoberta para todas as mulheres. Tudo é muito novo, as mudanças no corpo, a sensação de ter um bebê dentro de nós, os planos para o futuro… Mas entre todos os sentimentos que surgem nesta nova fase, um deles fica muito evidente: o medo.

    Muitas mamães de primeira viagem não conseguem esconder essa angústia, pois parece que ela está sempre presente. Alguns desses medos são relacionados ao desenvolvimento do feto, ao andamento do pré-natal, a um possível aborto espontâneo, às dúvidas sobre o parto e até à forma de criar seu bebê nos primeiros dias. Isso sem falar sobre as estrias, manchas na pele, vida sexual com o marido….

    Atualmente, com sete meses da minha primeira gestação, eu posso dizer que “colecionei” (e ainda coleciono) medos. O que não é nada bom para mim, pois fico muito apreensiva em alguns momentos. Mas, de acordo com a minha obstetra, ter esse sentimento é natural.

    Então, não se culpe se você também passa por isso. Apenas tente lidar com essa situação de forma mais leve. Por exemplo: quando sentir medo de algo, se concentre no quartinho do bebê, tente imaginar o rostinho dele (a), converse com seu neném… Procure ocupar a cabeça naquele momento com boas expectativas. É muito gostoso!

    Divida as angústias

    Por ser tudo tão novo, precisamos tirar nossas dúvidas com nossos médicos durante o pré-natal. O que também ajuda a diminuir um pouco o medo, é conversar com outras gestantes, dividir as angustias.

    No início da minha gestação, ainda com oito semanas, descobri que estava com um hematoma no útero. Foi o meu primeiro medo. O que significava isso? Eu poderia perder meu bebê? O que deveria fazer? Fiquei de repouso e tive de ser medicada. Durante esse período fiquei muito agoniada, mas graças a Deus o hematoma sumiu, mas um novo medo surgiu: será que minha gestação vai vingar?

    Tinha tanto medo de perder a minha filha (sem nem saber ainda que era uma menina) que só “divulguei” a minha gravidez para os amigos, alguns familiares e no trabalho após os três meses de gravidez, quando teoricamente o período mais crítico da gestação já passou.

    Aí veio o ultrassom da translucência nucal, que ajuda a detectar o risco de síndrome de Down e outras anomalias cromossômicas, além de problemas cardíacos. Depois o ultrassom morfológico, que avalia o desenvolvimento do bebê com bastante detalhe, incluindo os órgãos internos.

    Antes de cada um desses exames, o coração ficava apertadinho, eu conversava com Deus pedindo para tudo estar certinho com a minha princesa e só relaxava após ouvir dos médicos que, graças a Deus, tudo estava (e está!) bem.

    Sem dúvida o medo não é um sentimento bom, ainda mais neste período da vida da mulher. Mas, já que não conseguimos controlar essa angústia, para amenizar, indico ter muita fé, dividir as dúvidas com o marido – para ouvir aquela famosa frase: “Tudo vai dar certo” – e aguardar a chegada do seu filho (a) com muita felicidade. Assim seu coração ficará cheio de amor e nenhum medo será capaz de atrapalhar o melhor momento da sua vida!

    Até a próxima!