O nascimento de uma mãe: meu relato de parto

    O nascimento de um filho é um momento de transformação para a mãe. Nossa colunista Camila Lewer relata sua espera pela chegada da filha e o momento do parto.

    Ser mãe é vocação e pra mim vai muito além do ato de gerar e parir uma criança: mãe é sinônimo de cuidado, dedicação, amor e principalmente doação. Eu sempre tive certeza de que tinha nascido para isso, ver um pedacinho meu andando pela casa sempre foi meu maior sonho! E hoje quero compartilhar com vocês a minha experiência de parto; o dia em que me realizei e renasci, o dia em que me tornei mãe.

    Do dia que decidimos que tinha chegado a hora de ter um bebê até o resultado do exame de sangue foi tudo bem rápido, longa mesmo foi a espera para vê-la! Foram 42 duas semanas de espera, sim q-u-a-r-e-n-t-a e d-u-a-s!!! Sei que este tempo é normal, mas é uma eternidade para uma mãe doida para apertar seu filhote! rs 🙂

    Tive uma gravidez bem tranquila e saudável, não tive complicações e o sonho do meu parto normal era uma realidade, tudo sempre se encaminhou pra isso. Com tanta informação era difícil decidir algo diferente… Confesso que as pessoas ao meu redor não eram muito a favor, mas não dei ouvidos, era o meu momento e de minha filha, só nosso!

    Mesmo sendo uma grávida ativa, Anita sempre foi preguiçosa e não teve jeito! No dia 15 de agosto tivemos que induzir o nascimento dela. Foram 20 horas de expectativa, 12 delas em trabalho ativo de parto das quais não me lembro de muita coisa…

    A maior parte do tempo mantinha meus olhos fechados e prestava apenas atenção em minha respiração e nos últimos momentos dela dentro de mim. Foram horas e mais horas caminhando pelo corredor, fazendo exercícios na bola de pilates, tomando banhos quentes, fazendo agachamentos e mais agachamentos. Cada contração era uma vitória, mas mesmo sonhando com meu parto normal, Anita não quis nascer assim.

    No último exame de toque, as duas e pouco da madrugada, meu médico foi incisivo: mesmo com 8,5 cm de dilatação eu tinha que ir para o centro cirúrgico, minha filha já estava sofrendo e não podíamos esperar. A palavra “cesária“, que me assombrou por meses, era a minha esperança. Eu já não tinha mais medo e só me importava com a vida dela.

    Às 2:51 do dia 16 de agosto, minha vida mudou por completo: antes mesmo de sair do útero ela já se anunciava berrando a plenos pulmões e eu ria sem parar. Assim como em meus sonhos, ela chegava em uma manhã de domingo… Meu anjo, meu bem mais precioso! Ela parou de chorar assim que a colocaram ao meu lado e mamou logo nos primeiros minutos.
    Senti as dores e os amores de um parto normal e de uma cesárea, que foi linda e muito respeitosa. Nunca fui tão feliz e por ela passaria por tudo isso um milhão de vezes!

    Junto com minha filha nasceu uma nova Camila: guerreira, leoa e até um pouco índia. Por ela eu desbravo o mundo e os sete mares, mato dragões e faço o impossível. Hoje já não consigo imaginar minha vida sem ela e de uma coisa eu tenho certeza nesta vida: que amo a minha Anita! Amo mais do que as palavras conseguem expressar, por toda a minha vida e sempre. Eu nasci junto com ela.

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