Os anjos em forma de mãe

    Só podem ser anjos essas, que se dedicam sempre com todo o amor e carinho. Ah, Mães... Como vocês são amadas. Texto elegante do Rodrigo Rossoni!

    No regime de trabalho offshore existe uma infinidade de situações pessoais que podem tornar a vida do trabalhador uma grande “montanha russa emocional”.

    Nem sempre essas situações são positivas e, com isso, a distância e o confinamento de uma plataforma de petróleo se tornam grandes potencializadores de crises e sentimentos ruins como o medo, a angústia, a aflição, a raiva, etc.

    Os piores desses momentos, pra mim, são aqueles em que estou no mar e minhas filhas estão em casa doentes ou precisando de algum cuidado específico. Nessas horas, por mais que tentemos manter a serenidade, o trabalho offshore pode se tornar bem penoso. Na realidade, a meu ver, o trabalho distante de casa seria insuportável se não existissem anjos que nos dão suporte em situações como essas, nas quais não temos o menor controle.

    Nesse sentido, não há quem desempenhe melhor o papel de um anjo do que aquela que gera um ser humano em seu ventre, ou aquela que toma para si o filho de outra pessoa e cuida dele até o final da vida com toda a dedicação e amor. São as mães, que me levam a acreditar que Deus escolhe alguns de nós para personificar seus guardiões na Terra.

    Para a minha felicidade, eu tenho em minha família, e em meu círculo de amizade, muitas mães zelosas, carinhosas e amorosas.

    E, em especial, neste mês de maio, eu gostaria de homenagear três mamães que são como anjos para minhas filhas e eu, não apenas quando estou embarcado, mas em todos os momentos. São elas: a mãe das minhas filhas, minha esposa Elizângela, a minha própria mãe, Cecília, e minha sogra, Amélia.

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    Minha mãe, Cecília

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    Minha sogra, Amélia

    Esta última ajudou a cuidar de nossa primeira filha por um ano e meio, período em que amenizou muito a nossa inexperiência como pais, somada ao fato de minha esposa ter que ficar sozinha com Luiza por duas semanas enquanto eu trabalhava. Além disso, cozinhava para nós com carinho e, várias vezes, segurou a nossa barra em momentos que precisávamos de uma pessoa confiável para ajudar. Isso tudo enquanto cuidava da própria mãe, idosa e inspirando cuidados com sua saúde. Foi comovente deixar aquela casa quando aprontamos a nossa, pois Luiza era a alegria de todos ali e vice-versa. Talvez ela não leia este texto, porque nem mesmo telefone celular ela quer ter (risos), mas muitas vezes eu disse a ela o quanto sou grato.

    Minha mãe, que é uma das pessoas mais generosas que conheço, nunca mediu esforços para estar presente em nossas vidas. Quando Luiza nasceu, ela não teve tanto tempo, pois ainda trabalhava fora. Mas, em qualquer oportunidade, nos visitava e era sempre prestativa. Quando foi a vez da Lavínia, já aposentada, minha mãe fez parte de nossas vidas e nos ajudou muito nos cuidados com ela e conosco durante os dois primeiros meses de sua vida. Ela não passa mais do que cinco dias sem nos visitar, não mede esforços para nos “socorrer” em momentos difíceis e nossas filhas a amam de todo o coração. Além do meu amor de filho, tenho por ela um enorme sentimento de confiança e uma dívida de gratidão que não posso pagar.

    Eliz, meu amor, é aguerrida, resignada, dedicada e amorosa. Uma supercompanheira, prestativa e organizada que consegue realizar várias tarefas ao mesmo tempo, e bem! Durante duas semanas, ela cuida sozinha da casa e de nossas filhas, além de resolver vários assuntos pessoais meus. Graças a ela, eu tenho as condições necessárias para trabalhar com a tranquilidade que a minha atividade exige. Já escrevi sobre ela aqui no blog em outras ocasiões, mas não perco a oportunidade de dizer o quanto a amo e sou grato a ela por nossas filhas.

    Através delas, estendo a todas as outras mães o meu carinho e a minha reverência porque não podem imaginar o quanto são importantes para um pai como eu.

    E vocês, leitores, aproveitem a oportunidade e deixem nos comentários abaixo a sua gratidão por essas pessoas especiais e aproveitem também para dizer a elas o quanto são importantes, mesmo que o dia das mães já tenha passado, pois para homenageá-las, não precisamos de pretextos.

    Pra finalizar, compartilho com vocês esse vídeo. É o retorno de soldados americanos para o lar, surpreendendo suas mães. Eu me identifico muito com ele, pois quando eu retorno do trabalho, a alegria e as reações são parecidas, embora, com o tempo, tenham ficado mais comedidas, rsrs. Abraço e até a próxima!