Os “segredinhos” do sucesso na alimentação infantil

    A nutricionista Andreia Friques dá dicas para garantir que seu pimpolho tenha uma alimentação saudável

    Por que algumas crianças comem de tudo, verduras, frutas, arroz integral, enquanto outras alimentam-se basicamente de macarrão, frango empanado e batatas fritas? Por que algumas tomam suco de qualquer fruta e outras apenas suco de uva DE CAIXINHA? Se você, como eu, toma decisões diariamente a respeito da alimentação dos seus filhos, preste atenção nessas dicas:

    – Durante a gestação, alimente-se bem, evite “porcarias” e varie o cardápio. O bebê engole líquido amniótico diariamente. Vários autores sugerem que o sabor desse líquido muda de acordo com a alimentação materna.

    – Amamente seu bebê, de preferência, até os seis meses de vida, exclusivamente e, de maneira complementar, enquanto puder. Neste período, alimente-se da maneira mais saudável possível. O leite materno varia de sabor conforme a alimentação da mãe, e isso influencia as preferências alimentares da criança. Bebês que mamam no peito aceitam melhor a alimentação complementar, porque já estão habituados à diversos sabores.

    – Introduza a alimentação complementar do bebê corretamente. Gradativamente, ofereça frutas, sucos naturais sem açúcar, água, legumes, verduras cozidas, carne, ovo. Jamais dê açúcar, chocolates, gelatinas, doces, biscoitos com açúcar e petiscos à crianças pequenas (até 2 aninhos).

    – Entre 1 ano e meio a 3 anos, a criança passa por uma série de transformações, deixando de ser bebê. Neste período, elas querem ter voz ativa, começam a fazer escolhas próprias e medem forças com os pais. Alguns autores chamam essa fase de “mini-adolescência”. Mantenha-se firme, aja naturalmente, ofereça os alimentos habituais. Se ela fizer birra, mantenha a calma, retire o prato e ofereça-o normalmente algum tempo depois.

    – Ao sair para passear com a família, leve sempre um lanchinho saudável para a criança pequena. Não fique com pena, pensando que o “coitadinho” irá sentir falta daquela pizza de bacon. Ele nunca comeu bacon e isso não faz a menor falta a ele!

    – JAMAIS, JAMAIS e JAMAIS pingue gotas de refrigerante na boquinha da criança.

    – Não faça dos momentos de refeição uma “praça de guerra”. Esse deve ser um momento de paz e comunhão entre a família.

    Converse com sua família, babás e cozinheiras a esse respeito. TODOS DEVEM AGIR DA MESMA MANEIRA.

    – Não delegue a responsabilidade da ESCOLHA dos alimentos que seu filho irá consumir à terceiros (empregados, babás, avós, tios, entre outros). A não ser por força maior, PAPAI E MAMÃE SÃO RESPONSÁVEIS PELA EDUCAÇÃO DOS FILHOS, ISSO INCLUI EDUCAÇÃO ALIMENTAR, é sério e tem conseqüências para toda a vida. Mesmo com a vida atribulada que TODOS NÓS TEMOS, mantenha o controle da sua casa.

    – Não se esqueça: só consideramos que uma criança não gosta de um determinado alimento depois que o oferecemos a ela 10 vezes, em momentos diferentes e com apresentações diferentes. Não se precipite!

    – Os adultos TÊM QUE SER EXEMPLO! Eles estão DE OLHO em nós.

    Um abraço e até breve!

    *Post do blog Andreia Friques – Nutrição Materno Infantil

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