Parto normal, natural ou humanizado? Entenda a diferença!

    Toda grávida tem dúvida sobre qual a melhor maneira de trazer o bebê ao mundo. Para ajudar, a doula Priscilla Machado explica a diferença entre os partos.

    Você está grávida e planejando as ações para ter um parto seguro, acolhedor, respeitoso e, assim, que seu bebê chegue ao mundo da melhor forma possível. Michel Odent já afirmava que, para mudar o mundo, é preciso primeiro mudar a forma de nascer.

    Como médico e pesquisador, Odent foi precursor na defesa da proteção humanizada e respeitosa à mulher grávida e da importância do parto natural com o mínimo de intervenções. É autor de mais de 10 livros publicados em diversos países.
    O médico francês afirma que desde a vida no útero, as experiências vividas pelo bebê ficam como uma impressão profunda, que irá influenciar o resto de sua vida.

    Então, a essa altura, a barriguinha já é bem visível e você se decidiu a ter um parto normal, começou a procurar informações na internet e com amigas que já passaram por essa aventura. Eis que quanto mais você pergunta e lê, mais dúvidas aparecem: tem diferença entre o parto normal e o natural? E esse tal de parto humanizado, aonde é que a gente encontra? Sem analgesia ou com analgesia? Precisa de banheira?
    Normal, natural ou humanizado, são todos partos vaginais. O que faz então com que tenham nomes diferentes? O parto normal significa somente que o bebê vai nascer por “via baixa”, ou seja: pela vagina.

    Já o parto natural é o parto normal com o mínimo de interferências. Ele acontece naturalmente sem a intervenção médica para começar (indução) e sem analgesia com medicamentos.
    O parto humanizado não é um tipo de parto, é na verdade uma concepção acerca do gerar e parir. Não depende de tecnologias de equipamentos, nem de banqueta de cócoras, bola de pilates ou banheira (se estiverem disponíveis, aproveite! Esses itens podem ajudar bastante, mas não são indispensáveis!).

    A humanização da gravidez, do parto e do nascimento é baseada em estudos como os de Michel Odent, que ressaltam a habilidade do nosso corpo de mamíferas para parir, da importância do ambiente nesse processo, preservando a intimidade da mulher e respeitando suas necessidades de privacidade, apoio, movimentação, alimentação, hidratação e de tempo – o seu próprio tempo.

    Atualmente alguns médicos no Brasil já vêm adotando as práticas do parto humanizado para a realização de cesarianas com indicação real, em ambiente mais “amigável” para mãe e bebê, com menos luzes na sala de cirurgia, menos ruídos, temperatura mais amena, presença das pessoas de escolha da mãe, contato pele a pele mãe e bebê assim que o recém-nascido é retirado do útero, esperar o cordão umbilical parar de pulsar antes de cortar (isso garante que o bebê vai receber todo o suporte de sangue vindo da placenta e ainda, que a transição da respiração acontecerá sem traumas), realizar o mínimo de procedimentos com o bebê, sempre na presença dos pais e somente com sua autorização.

    Agora você já sabe a diferença e pode pesquisar mais sobre o tipo de parto escolhido. Espero ter ajudado um pouco no empoderamento das futuras mamães.

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