Por que ter filhos? Da decisão à notícia positiva

    Existe melhor hora para ser pai? Em seu primeiro post no blog, Ronaldo Gentil narra o início de sua história como papai. Dúvidas, pressão, mas uma vontade que não passava!

    Aos 25 anos, eu era um bicho solto e família não estava em meus planos. Ainda bem que não tenho medo de mudar! Me casei aos 26 anos e depois de um ano não imaginava uma vida sem um filho. Coisa de doido? Tudo bem, estou acostumado com essa classificação. Sou barbudo, bastante tatuado, tenho alargador na orelha… não sou muito convencional!

    Minha esposa tinha 19 anos e foi a vontade dela de ser mãe até os 21 anos que me fez pensar em ter um bebê logo. Mas não teve pressão. E, hoje, tenho ainda mais certeza de que essa é uma decisão que tem que estar 100% com nós mesmos. Alguma chave virou e me despertou uma necessidade de ser pai. E quando isso aconteceu, acredite… Nada mais pesou contra: não tem falta de dinheiro, idade, planos… Nada é mais importante.

    Então, resolvemos simplesmente deixar acontecer. Sem hora marcada, sem obrigação, mas na maior esperança.

    Não comunicamos a ninguém a decisão. Nas conversas com a família, a gente apenas dizia que estávamos querendo um filho, e o que a gente ouvia era bem mais realista do que motivador: com que dinheiro? Meu pai foi o único que falava diferente. “Criei três filhos com dificuldade, nunca comprei nada a vista. Tô feliz com cada um dos meus filhos”. Gostei mais do discurso do meu pai!

    A vida não era moleza. Nosso emprego era no shopping, o que significa que a renda era bem pequena. Então, resolvi apostar e abrir uma loja de tattoo. Foi bem nessa época que veio a notícia: deu certo! Estamos grávidos!!

    Ok! Choque foi pouco!! Queria muito, sem dúvida, mas justo naquele exato momento… Me lembrei do resto da família: com que dinheiro? Só que fiquei felizão! É assim, um nervoso feliz, inexplicável.

    Para complicar ainda mais, depois que minha esposa contou que estava grávida, sentiu que passou a ser tratada diferente na loja onde trabalhava. Começaram a tratá-la mal, mandar fazer coisas que exigiam esforço físico e que não estavam dentro de suas atribuições. Acabou pedindo demissão. Acho que era isso mesmo que queriam.

    Assumimos o INSS para ela não perder o direito a licença maternidade.
    A loja no início, um bebê a caminho e a esposa desempregada. Esse foi o início, mas valeu a pena!

    No próximo post, conto como foi nossa gravidez, sem grana, e de muitas descobertas.

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