“Quando eu era criança…”

    "Ahhhh... Mas, quando eu era criança, eu comia de tudo e estou vivo até hoje!"... Se você costuma dizer isso na hora de regular a alimentação do seu filho, é bom ler o artigo da nutricionista Andreia Friques!

    “…Comia de tudo e estou vivo!” Quem nunca disse ou pensou isso? A nutricionista Andreia Friques explica porque as ‘regras’ para a alimentação das crianças mudaram.

    Quando eu era criança, minha mãe não conseguiu me amamentar exclusivamente, minha avó me dava chazinhos com açúcar… Quando eu era criança, década de 80, o Brasil estava no auge da industrialização e o “chique” era dar fórmulas infantis aos bebês. Quem tinha dinheiro tomava refrigerantes (baré-cola rsrsrs) aos domingos. As mães trabalhavam fora, e quem “podia mais” entupia a geladeira e a despensa de “suquinhos em pó, danoninhos, todinhos, biscoitos recheados, chips, etc”.

    Ah! Quando eu era criança, meu pai viajava conosco no carro, sem cinto de segurança, e nós, graças a Deus, estamos vivas até hoje!

    Sou mãe de 2 meninos, não sou perfeita, ao contrário. Mas, tento usar todo o acesso ao conhecimento que a “modernidade” me possibilita para trazer mais saúde para minha família. Minha mãe não tinha acesso às informações que temos hoje e, certamente, fazia o melhor que podia por mim.

    Atualmente, não há dúvidas de que corantes, aditivos químicos, açúcar, etc, são verdadeiros venenos à nossa saúde e juntamente com outros fatores (como a poluição), podem trazer doenças graves a quem amamos. Porém, mesmo com todo avanço científico e informações compartilhadas, ainda há muitas pessoas “presas ao passado”, apoiando-se no pensamento: -“Eu comia isso tudo e não morri”!

    Gente, eu também comia e andava sem cinto de segurança… Graças a Deus, estou aqui, bem viva, tentando fazer diferente com meus filhos, compartilhando o que acredito e vivo com vocês!

    Não “prego” radicalismo ou perfeição porque somos humanos, nem melhores, nem piores que os outros. Mas acredito e acompanho centenas de famílias “imperfeitas” mudando hábitos e, com pequenas atitudes, mandando para longe um “mundo de doenças”.

    Até a próxima!

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