Quem tem medo de lobo mau?

    Explicando um pouquinho aqueles medos que todo mundo teve na infância. Vale a leitura!

    Quem nunca teve medo de escuro e pediu para dormir com a luz acesa? Quem nunca olhou debaixo da cama para ver se tinha monstro? Quem nunca perdeu uma noite de sono com a história de terror que rolou na rodinha de primos no final de semana, na casa da vovó… Que atire a primeira pedra! Rs!

    Todo mundo já passou por uma fase mais medrosa e deve se lembrar como era importante ter o apoio dos pais para superá-la. Mas o medo nas crianças, muitas vezes, é algo que assusta também os pais, pois, apensar de sabermos que fantasmas não existem, provar isso para uma criança aterrorizada não é tarefa fácil.

    O medo faz parte da natureza humana e precisa ser respeitado. É graças a ele que pensamos duas vezes antes de fazermos muitas coisas em nossas vidas. Portanto, trabalhar para extingui-lo totalmente não é a melhor das saídas, já que este é um dos importantes fatores para a maturidade e o desenvolvimento psicológico da criança.

    Lembrando aqui que estamos falando dos medos clássicos, como medo de escuro, lobo mau, bruxa, entre outros. Existem também aqueles medos que são passageiros, que estão relacionados a ocasiões específicas, mas que não perduram e não atrapalham a vida da criança.

    De onde vem o medo

    Os medos podem estar associados a diversos fatores, e muitas vezes estão mais relacionados a fantasias do que de fato à eventos reais. Mas, nem por isso devem ser ignorados.

    Para ajudar seus filhos neste momento difícil para eles, é importante não tratá-los como se fossem medrosos, e nem deixá-los se sentir culpados por isso. É preciso tentar deixar as crianças expressarem livremente o que estão sentindo, ouvindo atenta e carinhosamente o que está sendo dito. Pois, ao falar, é possível assimilar muitas das fantasias, o que contribui para reduzir a tensão.

    Por isso, tentar manter a calma no momento em que a criança manifesta o medo também é fundamental. Isso passa segurança ao pequeno e tem um efeito tranquilizador.

    Muitas vezes, tentado ajudar, os pais comparam a criança que está com medo com outras crianças que não tem, o que não é aconselhado fazer, pois cada criança tem seu tempo e isso pode ser um fator de estresse.

    Encorajar simplesmente para que a criança enfrente o medo sozinha, sem o devido amparo, pode piorar a situação transformando o medo em pânico, uma vez que a criança já demonstrou que ainda não possui elementos suficientes para elaborar e compreender o que está sentindo.

    Por isso, papais e mamães, estejam ao lado do filho de vocês demonstrando todo suporte possível para ajudá-lo a enfrentar essa fase que certamente em pouco tempo irá passar.

    Quando o medo é ruim? Somente no momento em que ele impede que o dia-a-dia do seu pimpolho corra normalmente. Aí, o assunto deve ser encarado de forma mais séria e um profissional deve ser procurado. Caso contrário, boas conversas e estar lado a lado de seu filho podem ter grandes efeitos contra monstros e fantasmas.

    Espero ter ajudado! Até a próxima!