Ser pai é se divertir junto com os filhos!

    Ser pai não é uma tarefa fácil. Imagina, então, de duas pequenas cheias de energia! Nosso colunista Rodrigo Rossoni conta como vence o cansaço em troca de sorrisos!

    Uma das coisas que mais tenho prazer em fazer quando estou de folga é ter momentos de risos com minhas filhas.

    Não sou um pai muito brincalhão, do tipo que pode ficar o dia inteiro brincando com os filhos sem se cansar, mas um momento de riso nem sempre é consequência de brincadeiras e diversão. Às vezes, basta sair para dar uma volta de bicicleta ou ir até o mercado acompanhado delas. Colocar a Lavínia na cadeirinha da frente na bike, Luiza no bagageiro atrás e sair pedalando é, por exemplo, um momento de riso para mim.

    Não fico tão contente quando estou cansado e Luiza quer que conte uma história, ou a Lavínia acorda chorando do cochilo da tarde bem na hora que resolvo começar alguma tarefa que ela certamente não vai me deixar fazer. Mas mesmo assim, eu dou a atenção que elas querem naquele momento e a gente vai acabar rindo juntos de alguma forma.

    Luiza é uma menina sociável, tem muitas amiguinhas na escola e na vizinhança, além dos primos, mas mesmo que ela esteja cercada de dez coleguinhas ela vai acabar me chamando para brincar, ou pedir para eu contar uma piada, fazer uma charada ou contar alguma história. Ela sempre quer se divertir comigo ou com a mãe dela, independente de estar cercada de amigos ou não.

    Às vezes eu fico sentado no sofá, com a Luiza, com a Lavínia ou com as duas, assistindo aos desenhos na TV e também damos alguns sorrisos juntos. Em muitas ocasiões, Lavínia dorme no meu colo e eu também acabo pegando no sono.

    Crianças tem tanta energia que fico cansado só de olhar. Mal me sento, Luiza já me chama para brincar, montar, dançar, resolver, alcançar e outras tantas coisas que nos fazem suspirar profundamente antes de decidirmos nos mover. Então, brincamos e sorrimos juntos.

    Lavínia, por sua vez, não pode me ver comendo que já vem como uma águia querendo experimentar ou atacar meu prato. Impressionante a curiosidade que ela tem e o gosto abrangente que só desaparece quando o pratinho de comida dela é servido. Daí em diante, fazê-la comer a própria comida é uma aventura e um desafio diário. Até isso se torna engraçado depois de ocorrido.

    Não digo sempre “SIM”, mas também não posso negar todas as vezes, nem teria como resistir aos olhinhos suplicantes de minhas filhas, então eu renuncio meus momentos de paz para me entregar aos momentos que realmente quero manter em minha memória.

    Embora não seja o tipo de pai dado a muitos gracejos, pelo contrário, até meio rabugento às vezes, sei que tenho grande participação nos momentos de diversão de minhas filhas. Sempre que meu período de folga termina eu fico com a sensação de que brinquei pouco, mas quando embarco e fico pensando nas minhas filhas, percebo que tenho um verdadeiro tesouro de boas lembranças guardadas em minha memória, fruto de pequenos momentos que me permiti viver com elas, ainda que em alguns deles eu tenha me obrigado a vencer o cansaço ou até mesmo a preguiça nossa de cada dia.