Serenidade: o que os manuais não me disseram sobre a maternidade

    Será que a suas atitudes e saúde durante a gravidez podem interferir no desenvolvimento do bebê? Nossa nova colunista, a jornalista Patrícia Bravin, acredita que sim. A partir de hoje ela vai dividir suas experiências com a gente.

    Olá, queridos leitores! Estreio hoje minha coluna no Carinho a Cada Passo. E nesse espaço, dividirei com vocês como foi a minha gestação e sobre os benefícios que uma gravidez saudável e serena pode trazer para o bebê. Vamos lá?

    Depois de três testes de gravidez positivos, minha “ficha caiu”. Eu seria mamãe. Minha situação social e financeira não era das melhores, mas resolvi encarar o momento com o maior otimismo possível. E quando mal percebo, estou diante de uma lista de coisas que eu precisava pensar todo dia: atividade física, alimentação, orçamento, decoração do quarto, pré-natal, enfim.

    Nem estava no terceiro mês de gestação e já tinha lido “Por que as crianças francesas não fazem manhas” e preparando receitinhas saudáveis de um livro de gestação doado por uma amiga. A essa altura, já tinha me cadastrado em um site muito famoso e recebia boletins semanais do desenvolvimento do meu bebê.

    Fui então percebendo que estava me envolvendo numa paranoia de métodos e planilhas. Iria adotar a criação com apego e cama compartilhada? Ou deveria estabelecer limites e não criar o bebê como o centro do universo, como sugere a cultura francesa? E essa tal de amamentação por livre demanda? Será que conseguiria seguir a “quase” matemática do método Easy? E se eu não me atentasse para as “trocentas” páginas de doenças e possíveis complicações da gestação apresentadas pelo clássico “O que esperar quando se está esperando”?

    Ainda bem que me dei conta de que o momento deveria ser de contemplação, de paz e sanidade. Foi então que me empenhei nas aulas de pilates e hidroginástica, e passei a vigiar meu dia para não me entregar às tantas listinhas, recomendações e dicas que tiram o sono de qualquer grávida. Hoje, colho os frutos do que semeei. Olho para o Arthur e penso: muito mais do que as infindáveis (e exageradas) listas de enxoval, o que ele precisa mesmo é da minha serenidade, da minha capacidade de estar presente na vida dele com paciência e paz.

    Foto: Valéria Vargas

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