Tá com pressa? Seu filho não está!

    Futebol, Inglês, balé, aula de pintura, natação... Se seu pimpolho anda com a agenda cheia, é hora de parar e pensar: será que isso é realmente bom para o desenvolvimento dele?

    Vamos conversar sobre isso?

    Essa semana, trago o tema “Slow Parenting” (pais sem pressa), assunto bastante popular nos últimos tempos… Já ouviu falar? Vou explicar um pouquinho sobre essa novidade e como ela pode ser legal na rotina com nossos pimpolhos e quero muito saber a opinião de vocês!!!

    Não é de hoje que vivemos apressados, numa correria enlouquecedora e com uma rotina estressante, não é mesmo? Na tentativa de encurtar e de aproveitar todo tempo, acabamos por acelerar também a vida dos nossos filhos. Os colocamos bem cedo no inglês, no balé, no judô… É comum encontrarmos atualmente crianças com a agenda lotada e com pouco tempo de serem crianças e de brincarem livremente.

    Na tentativa de colocarmos o “pé no freio” e pararmos um pouco, especialistas e entusiastas deram início, nos EUA e na Europa, ao movimento “Slow Parenting” (pais sem pressas), que prioriza mais tempo sem fazer nada e menos compromissos à criançada.

    Como eu trouxe no artigo passado, o brincar é superimportante para o desenvolvimento infantil. Por isso, precisamos proporcionar às crianças esse tempo de brincarem livremente e de se relacionarem com outros coleguinhas e com os próprios pais. É necessário deixarmos um tempo para eles usufruírem da sua imaginação e da criatividade, que são características na infância.

    brincadeiraAs crianças precisam de tempo para serem… Crianças!

    O excesso de compromisso e a maior quantidade de estímulos na vida dos pequenos não garantem a melhora do desenvolvimento intelectual. Pelo contrário! Esse excesso pode provocar problemas de sono, ansiedade e estresse. A aprendizagem deve ser feita sem pressão, respeitando sempre o desenvolvimento pessoal e admitindo, sobretudo que as crianças são crianças.

    Acredito que o mais legal do movimento “Slow Parenting” é poder deixar que as crianças aprendam naturalmente. Ou seja, aprendam de acordo com o esperado para sua idade, sem pressa e sem estresse. O desenvolvimento não deve ocorrer antes do tempo de maturação cerebral, motor e emocional.

    Por outro lado, os benefícios do tempo livre é o aumento do convívio familiar, que podem favorecer o desenvolvimento das habilidades sociais, limites, normas e regras sociais. Além disso, pode desenvolver naturalmente sua capacidade motora, linguagem, aprendizagem e emocional.

    A atividade extracurricular pode ser muito legal para a criança, porém é o excesso de atividade que pode ser prejudicial para os nossos pimpolhos!

    E ai? O que acham do “Slow Parenting”?

    Um forte abraço e até a próxima.

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