Vem aí a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla. E o que podemos aprender com ela?

    O que podemos aprender com a semana das pessoas com deficiência intelectual e múltipla

    Entender as necessidades, se colocar no lugar do outro e respeitar as individualidades são valores que queremos ensinar aos nossos pimpolhos, não é? Por isso a próxima semana é muito importante! Do dia 21 ao dia 28, acontece a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, sancionada por lei federal no ano passado e organizada pela Federação Nacional das Apaes (Fenapes).

    Nesta semana são realizadas atividades para colocar em discussão as necessidades das pessoas com deficiência e os deveres da sociedade para atender ao bem estar desses cidadãos. Além da conscientização, o objetivo é também mostrar as várias habilidades das pessoas com deficiência e que, muitas vezes, não são reconhecidas por conta do preconceito.

    O tema da Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla desse ano é Família e Pessoa com Deficiência, protagonistas na implementação de políticas públicas. A discussão proposta é a da importância da participação da família em todos os processos da vida da pessoa com deficiência, desde a infância, de forma a motivá-lo e incentivá-lo a superar as limitações e atingir.

    Além disso, outro objetivo é lembrar das responsabilidades da sociedade e do poder público na inclusão e acessibilidade desses milhões de brasileiros.

    E o que a gente pode aprender com o debate?

    A história da Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla e do próprio surgimento da Apae reforçam que a participação das famílias na vida das crianças com deficiência é fundamental para o seu desenvolvimento e também para a conquista de direitos. A primeira Apae surgiu no Brasil graças à união de famílias que desejavam melhorar as condições de vida de seus filhos com deficiência e não encontravam amparo em políticas públicas.

    Desse primeiro embrião, hoje a Rede Apae conta com 2.178 unidades espalhadas pelo Brasil e que atendem a mais de 350 mil famílias, chegando aos 63 anos de idade.

    Por isso, a atuação das famílias junto aos pimpolhos com deficiência é fundamental. O primeiro passo é transmitir segurança e confiança à criança, incentivando-a a construir sua autoestima e a conhecer suas limitações, mas não a encará-las como algo que vai definir suas vidas. Afinal, todos nós mais do que apenas uma característica.

    Outro item importante é acompanhar de perto a evolução dos pimpolhos que precisam de cuidados especiais. Esteja sempre por perto, fornecendo apoio e comemorando as conquistas, mesmo as pequenas. Isso é primordial para a motivação e a autoestima da criança, faz com que ela se sinta importante, acolhida, amada e que cresça sabendo que existem limitações, mas que todos as temos. Ou seja, ela é capaz de grandes feitos, pois é um ser humano, como todos os outros!

    E apesar de sermos todos iguais, temos as nossas particularidades. É importante também compreender para qual o tipo de atividades o pimpolho com deficiência tem mais afinidade para que ela possa desenvolver seu potencial ao máximo.

    Afetividade é super importante, mas fica o alerta para não exagerar: evite os extremos de superproteção, pois, em excesso, eles podem desenvolver na criança insegurança e passividade diante das situações.

    E, claro, é super importante estar em contato com a escola e também exigir que as instituições de ensino cumpram com a obrigatoriedade legal de oferecer acessibilidade a todos.

    Lembrem-se sempre: ter um filho com deficiência vai fazer com que toda a família passe por adaptações e esteja preparada para desafios. Mas isso é o mesmo em todas as famílias que recebem um pimpolho. Ter uma deficiência não torna seu filho melhor ou pior. Torna-o diferente, como todos nós somos!

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