Vida de mãe

    Nossa colunista Mariana Melo relata um pouco do desafio e das delícias de ser mãe.

    Há três meses eu compartilho um sentimento até então desconhecido e totalmente indescritível: o amor de mãe. Meu marido e eu somos pais da pequena Victória que desde o seu nascimento encheu nossa casa e nossa vida de luz. Desde então, escuto muito de algumas pessoas a seguinte pergunta “Como está sendo a vida de mãe?” e a minha resposta sempre começa com a palavra: “desafio”.

    Sim, é um verdadeiro desafio. Um aprendizado diário e um amor imenso. Com a licença-maternidade parece que continuamos a ser um mesmo corpo, quando ela ainda estava no meu ventre. É como se sempre fossemos melhores amigas, é assim que me sinto, já que estamos sempre juntas. O momento da amamentação, o dengo no colo, o chorinho de dor, os sorrisinhos, as trocas de fraldas e a hora do banho. Esses são alguns dos momentos que dividimos e a cada um deles o coração transborda de amor, carinho e cumplicidade.

    Mas por mais maravilhosa que seja, a vida de mãe não é sempre estar no paraíso, como muitas fotos que costumamos ver nas redes sociais. É um desafio, pois precisamos lidar com as noites mal dormidas, os banhos e os almoços de menos de três minutos, a privação da alimentação durante a amamentação, a falta de privacidade com o marido, a falta de vaidade em muitos momentos já que não é recomendado usar perfumes e maquiagem enquanto o bebê ainda é pequenino, e por aí vai.

    Também precisamos entender qual o motivo de cada choro, descobrir qual a rotina que a pequena se adapta melhor, tentar adivinhar se ela está com frio ou calor durante a noite… Ufa!

    Mas tudo isso, os amores e dores, valem a pena. Após a palavra “desafio” sigo com a minha resposta e digo que “é a melhor experiência da minha vida poder sentir e compartilhar esse amor sem tamanho”. Sempre que estou exausta em função de algum momento da nova rotina de mãe, eu olho para o rostinho dela e logo o cansaço vai embora, pois é por ela que vou viver até o fim da minha vida.

    Eu sei e vou aprendo no nosso dia a dia que não estou mais só, que não são mais os meus horários e as minhas vontades que prevalecem, mas sim os dela. É um “serzinho” que depende de mim e do papai para viver, para se desenvolver, para conhecer o mundo, e nós estaremos sempre prontos para ensinar cada passo.