Vivendo e aprendendo

    Nossa colunista Sara Rozinda compartilha um pouco da experiência de ser avó da pequena Valentina, de dois aninhos.

    Minha neta, Valentina, tem 2 aninhos e já se comunica com relativa facilidade.

    Quando estou com ela – e sendo professora – busco desenvolver a expressão oral. Por isso, puxo conversa o tempo todo sobre fatos que ela possa entender. Nomes do universo familiar, da escola, vídeos que ela gosta, inclusive cantando as músicas e fazendo coreografias, o nome das bonecas, falo sobre os vários bichos que têm na casa da vovó Iaiá (é assim que ela me chama). E assim, vou tecendo junto com ela um diálogo interminável.

    Tem horas que eu não entendo nada do que ela fala, não importa, continuo dando corda. O importante é estabelecer uma comunicação a partir do universo dela. Quando estamos no carro, por exemplo, para desespero das outras pessoas, vou repetindo uma ladainha de indagações incansavelmente, fazendo-a repetir. A minha filha diz que eu sou chata, mas não estou nem aí. O fato é que todo mundo acha bonitinho quando ela declama o nome todo, de carreirinha! E olhe que ela tem um nome enorme, nome de princesa!

    Considero importante que o estar junto com uma criança de dois anos precisa ser dinâmico. A inter-relação precisa acontecer de forma integrada, inteira, completa. Não adianta eu comprar um brinquedo para ela e não interagir junto. Aliás, eu adoro brincar com ela! Brincamos de circo, de pique, de casinha, de esconder, de fazer coisas inusitadas, como virar cambalhota… porque eu acredito que é vivendo que se aprende.

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